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Economia moçambicana cresce há três trimestres e acima da previsão

Jornal Económico29 de agosto de 2026 às 10:41

A economia moçambicana cresceu 1,7% no segundo trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), representando o terceiro trimestre consecutivo de expansão após a recessão associada à crise pós-eleitoral de outubro de 2024. O crescimento acelerou face aos 0,1% registados no primeiro trimestre e à expansão de 5,1% do quarto trimestre de 2025, consolidando uma trajetória de recuperação económica.

O desempenho positivo deveu-se principalmente ao setor terciário, que registou uma variação positiva de 2,5%, impulsionado pelo ramo de Hotéis e Restaurantes com um crescimento de 14,5%, seguido pelos Serviços Financeiros com 4,2%. O setor primário também contribuiu com uma expansão de 1,8%, induzida pela Agricultura, Pecuária, Caça e Silvicultura com 2,0%. Em sentido contrário, o setor secundário contraiu 6,0%, penalizado pela Indústria Transformadora cuja produção diminuiu 11,2%.

A recuperação económica surge após quatro trimestres consecutivos de contrações que se seguiram às eleições gerais de outubro de 2024 e aos protestos violentos que provocaram 400 mortos e destruição de infraestruturas. No entanto, o país enfrenta novos desafios com as cheias de janeiro de 2026, que afetaram cerca de 724 mil pessoas nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala, Manica e Zambézia.

Devido ao impacto das inundações, o Governo moçambicano cortou a previsão de crescimento económico de 2,8% para 0,59% em 2026 e aprovou um Plano Global de Recuperação e Reconstrução pós-cheias de 102 mil milhões de meticais, equivalente a 1.400 milhões de dólares, visando promover uma recuperação resiliente e sustentável das áreas afetadas.

A economia moçambicana cresceu 1,7% no segundo trimestre, face a 2025, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE), somando o terceiro trimestre consecutivo de expansão após a recessão associada à crise pós-eleitoral e acima das previsões.

De acordo com as contas nacionais trimestrais divulgadas pelo INE, o Produto Interno Bruto a preços de mercado (PIBpm) acelerou de um crescimento homólogo de 0,1% no primeiro trimestre para 1,7% entre abril e junho. O resultado sucede ainda à expansão de 5,1% registada no quarto trimestre de 2025, consolidando uma trajetória de recuperação económica iniciada no final do ano passado.

O desempenho da atividade económica no segundo trimestre de 2026 é atribuído, em primeiro lugar, ao setor terciário com variação positiva de 2,5%, refere o INE, no mesmo indicador.

Segundo o instituto, os serviços foram impulsionados sobretudo pelo ramo de Hotéis e Restaurantes, que cresceu 14,5%, seguido pelos Serviços Financeiros, com uma variação positiva de 4,2%. O Comércio e Serviços de Reparação avançou 1,2%, enquanto os Transportes, Armazenagem, Atividades Auxiliares dos Transportes, Informação e Comunicações cresceram 0,7%.

O setor primário contribuiu igualmente para o crescimento, registando uma expansão de 1,8%, induzido pelo ramo de Agricultura, Pecuária, Caça, Silvicultura, Exploração Florestal e Atividades relacionadas com variação 2,0%, acrescenta o documento. A Indústria de Extração Mineira cresceu 1,7%, enquanto a Pesca recuou 1,1%.

Já o setor secundário registou uma contração de 6,0%, penalizado pela Indústria Transformadora, cuja produção diminuiu 11,2%, enquanto os ramos da Eletricidade, Gás e Distribuição de Água avançaram 7,1% e a Construção cresceu 0,8%.

Os dados do INE mostram que a Agricultura é a principal atividade económica, representando 31,6% do PIB, seguida pela Indústria de Extração Mineira, com um peso de 15,0%. Os Transportes, Armazenagem e Comunicações representam 8,0% da economia, enquanto o Comércio e Serviços de Reparação têm um peso de 7,3%.

Pela ótica da despesa, o consumo final cresceu 7,9% no segundo trimestre, apoiado pelo aumento do consumo privado, de 8,4%, e do consumo público, de 6,5%. As exportações avançaram 5,1% e as importações 3,1%, enquanto a formação bruta de capital recuou 16,5%, refletindo uma redução das existências face ao mesmo período de 2025.

A economia moçambicana recuperou no último trimestre de 2025, ao crescer 5,1%, invertendo quatro trimestres consecutivos de contrações que se seguiram às eleições gerais de outubro de 2024 e aos protestos violentos que provocaram 400 mortos e destruição de infraestruturas e empresas.

Já no primeiro trimestre deste ano, o INE reportou um crescimento de 0,1%, apontando uma recuperação ainda frágil, apoiada sobretudo pelo setor terciário. O resultado agora divulgado representa uma aceleração da atividade económica e o terceiro trimestre consecutivo de crescimento homólogo.

O Governo moçambicano tinha cortado a previsão de crescimento económico de 2,8% para 0,59% em 2026, devido aos impactos das inundações, avançando com um plano de reconstrução pós-cheias de 102 mil milhões de meticais (1.400 milhões de dólares).

“As cheias de janeiro de 2026 afetaram cerca de 724 mil pessoas nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala, Manica e Zambézia, com impactos significativos sobre a pobreza, segurança alimentar e os meios de subsistência”, disse, no final da reunião do Conselho de Ministros, em 07 de julho, o porta-voz do órgão, Inocêncio Impissa.

“O impacto macroeconómico traduziu-se numa revisão em baixa do crescimento do PIB de 2026, de 2,8% para 0,59%”, afirmou.

O Plano Global de Recuperação e Reconstrução pós-cheias aprovado na reunião visa promover “uma recuperação resiliente, inclusiva e sustentável das áreas afetadas pelas cheias”, assegurando estabilização socioeconómica, recuperação dos meios de subsistência e reforço da capacidade de resposta a futuros desastres, acrescentou.

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