O urbanista Frederico Moura e Sá analisou para a agência Luther a situação das trotinetes elétricas em Portugal, considerando que estas se tornaram um "inimigo a abater" nos municípios portugueses. Vários municípios têm vindo a acabar com trotinetes, embora as empresas do setor tenham adaptado os seus serviços às regras impostas.
Frederico Moura e Sá defendeu que Portugal mantém ainda um "ambiente urbano profundamente motorizado" em que o "modelo de cidade" continua por alterar. Segundo o urbanista, o verdadeiro desafio não está nas trotinetes em si, mas na forma como o espaço público é分配ado e pensado nas cidades portuguesas.
O especialista alertou que o maior problema é abordar esta questão de forma muito setorial, focando apenas nas trotinetes. Na sua perspetiva, a discussão deveria centrar-se no tipo de espaço público que se pretende para as cidades, e não apenas nas trotinetes como elemento isolado.




