Durante décadas, milhares de mulheres e raparigas da Gronelândia receberam dispositivos intrauterinos (DIU) sem o seu conhecimento e sem terem dado consentimento. Esta prática durou vários anos e afetou um número significativo de pessoas na região autónoma dinamarquesa.
Algumas das mulheres afetadas só descobriram anos mais tarde que lhes tinha sido aplicado o dispositivo, frequentemente depois de sofrerem dores e outros problemas de saúde relacionados com o procedimento não consentido.
O governo da Dinamarca, país responsável pela administração da Gronelândia, anunciou que vai compensar financeiramente as mulheres e raparigas que foram submetidas a esta prática sem o seu consentimento, reconhecendo assim a gravidade da violação dos seus direitos reprodutivos.




