A empresa Pergaminhoflash está a contestar o resultado preliminar do concurso público para distribuição de jornais em Portugal, que deu vitória à Vasp nos dois lotes em disputa. A empresa liderada por Rui Marques Santos alega que a diferença de 5,47 pontos que decidiu o concurso se concentrou exclusivamente no fator preço, uma vez que ambas as concorrentes obtiveram pontuação máxima no critério de dispersão geográfica. A Pergaminhoflash questiona a validade de pontos de venda apresentados pela Vasp, incluindo uma casa de habitação, associações de bombeiros, bibliotecas municipais e lojas dos CTT, argumentando que estas não cumprem o requisito de funcionamento mínimo de 300 dias por ano. A empresa detida por José Manuel Rogeira de Jesus — dono da Parsoc, FEPI e acionista maioritário da dona do Jornal de Notícias e O Jogo — alega ainda "manipulação na formação do preço" por parte da Vasp, salientando que os descontos apresentados são matematicamente exatos ao cêntimo, o que contradiz a alegação de que os valores foram formados com base na estrutura real de custos. A Vasp, empresa de Marco Galinha, venceu o concurso pelo valor de 2,3 milhões de euros, representando uma poupança de 25% para o Estado.
Eco29/08/26, 16:15