A Organização Meteorológica Mundial confirmou a chegada do fenómeno El Niño, um evento natural e cíclico que ameaça aumentar o aquecimento global e provocar mais extremos climáticos em várias regiões do planeta. Esta confirmação fez com que a informação sobre clima começasse a ganhar terreno nas páginas de economia, com preocupações sobre um possível efeito dominó a escala global de magnitude ainda incerta.
Pelo menos uma dezena de entidades financeiras de todo o mundo colocaram em marcha análises de risco para compreender o possível impacto deste episódio na economia mundial. Estas instituições procuram antecipar as consequências enquanto se aguarda saber que intensidade o fenómeno irá atingir.
Os analistas apontam para possíveis perdas em culturas-chave como açúcar, café, cacau e arroz. Além disso, os preços das matérias primas alimentares poderão aumentar até 15% a nível global, representando uma ameaça significativa para a estabilidade económica.
O fenómeno também deverá causar uma maior inflação alimentar durante pelo menos um ano, afetando consumidores e mercados em todo o mundo. A incerteza sobre a intensidade final do El Niño mantém os mercados em alerta enquanto as entidades financeiras continuam a avaliar os riscos associados a este evento climático.




