Negócios
Autonomia total, exceto para urinar
Público29 de agosto de 2026 às 06:37
Este artigo de opinião analisa uma prática empresarial contemporânea em que as empresas não proíbem pausas para necessidades pessoais, mas também não as remuneram, criando uma transferência de responsabilidade aparentemente justa mas efetivamente onerosa para o trabalhador. A autora Helena Gonçalo Ferreira argumenta que esta mecânica representa uma das formas mais elegantes de transferência de custos e responsabilidades que o capitalismo atual conseguiu engendrar, permitindo às empresas manterem uma imagem de flexibilidade enquanto empurram os custos das necessidades básicas dos trabalhadores para o próprio bolso destes.
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