A Justiça de São Paulo antecipou os efeitos do pedido de recuperação judicial da Casas Bahia e concedeu proteção à varejista contra a execução de dívidas pelos credores pelo prazo de 180 dias. A companhia tenta reestruturar um passivo de R$ 17,3 bilhões. O prazo determinado pela juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, começou a ser contado a partir do último dia 19.
No pedido levado à Justiça, a Casas Bahia argumentou que houve uma "corrida de credores contra o patrimônio" da companhia desde as notícias sobre a abertura do processo de recuperação judicial. Segundo a empresa, cerca de R$ 9 milhões foram bloqueados "em poucos dias", o que representa risco de "iminente desfalque patrimonial" para a varejista.
Na decisão, a juíza também determinou que o banco BTG Pactual restabeleça em 24 horas o pleno acesso da Casas Bahia às suas contas correntes. A magistrada acolheu os argumentos da empresa de que a situação configura risco iminente ao patrimônio da varejista.




