Standard & Poor’s mantém rating e perspetiva “positiva” da dívida pública portuguesaFoto de Towfiqu barbhuiya no Pexels
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Standard & Poor’s mantém rating e perspetiva “positiva” da dívida pública portuguesa

Eco28 de agosto de 2026 às 21:10

A Standard & Poor's decidiu manter na categoria "A+" a notação atribuída à dívida pública portuguesa, bem como a perspetiva "positiva", numa decisão que estava alinhada com as expectativas dos economistas. Esta foi a segunda avaliação da agência norte-americana à dívida portuguesa este ano, depois de em fevereiro ter melhorado o outlook de estável para positivo, sinalizando um possível aumento do rating.

A agência destacou o "crescimento económico resiliente" de Portugal e afirmou esperar que o encarecimento dos preços da energia provocado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz tenha "um impacto moderado" na economia portuguesa este ano, devido à baixa intensidade energética do país, ao efeito positivo do turismo e à aceleração do investimento resultante do PRR. Após 2026, a S&P antevê o crescimento económico a continuar em níveis semelhantes, à medida que o alívio dos preços da energia apoia as exportações líquidas e o consumo privado compensa um investimento mais lento após o pico do PRR.

A perspetiva positiva reflete a visão da instituição de que o crescimento económico de Portugal continuará a suportar níveis crescentes de riqueza, apesar da volatilidade atual, e que políticas públicas prudentes, apesar da fragmentação política, permitirão ao país absorver pressões orçamentais como as mudanças demográficas e as exigências de Defesa, sem comprometer a redução da dívida pública.

A manutenção da notação ocorre sensivelmente um ano depois de a S&P ter aumentado o rating da dívida soberana nacional de "A" para "A+", altura em que o Ministério das Finanças considerou ser "uma vitória para Portugal e para o caminho percorrido pelo país" na redução do endividamento.


A Standard & Poor’s (S&P) decidiu esta sexta-feira manter na categoria “A+” a notação atribuída à dívida pública portuguesa, bem como a perspetiva “positiva”. A decisão vai ao encontro do que era esperado pelos economistas.

Destacando o “crescimento económico resiliente” de Portugal, a S&P afirma esperar que o encarecimento dos preços da energia provocado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz tenha “um impacto moderado” na economia portuguesa este ano, devido à “baixa intensidade energética” do país, ao efeito positivo do turismo e à aceleração do investimento resultante do PRR.

“Após 2026, e sem contar com um novo choque externo, vemos o crescimento económico continuar em níveis semelhantes, à medida que o alívio dos preços da energia apoia as exportações líquidas e o consumo privado compensam um investimento mais lento após o pico” do PRR.

“O outlook positivo reflete a nossa visão de que o crescimento económico de Portugal continuará a suportar crescentes níveis de riquexa, apesar da atual volatilidade. Simultaneamente, reflete a nossa visão de que políticas públicas prudentes, apesar da fragmentação política, permitirão ao país absorver as pressões orçamentais, como as mudanças demográficas e as exigências de Defesa, sem comprometer a redução da dívida pública geral em curso”, justifica também a instituição.

Esta foi a segunda avaliação da agência norte-americana à dívida portuguesa este ano, depois de, em fevereiro, a S&P ter decidido melhorar o outlook de estável para positivo, que sinaliza um possível aumento do rating.

A manutenção da notação e da perspetiva dá-se sensivelmente um ano depois de esta mesma agência ter aumentado o rating da dívida soberana nacional de “A” para “A+”. Na altura, o Ministério das Finanças considerou ser “uma vitória para Portugal e para o caminho percorrido pelo país” na redução do endividamento.

(Notícia em atualização)

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