Quase dois anos após ser condenado pelo homicídio da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, o ex-policial militar Ronnie Lessa falou pela primeira vez sobre o caso em entrevista ao programa Doc Investigação da TV Record, exibida nesta quinta-feira. Lessa é apontado como autor dos disparos que mataram o casal em março de 2018, no Rio de Janeiro.
Durante a conversa, Lessa revelou que o primeiro alvo do grupo que ele integraria não era Marielle Franco, mas sim o político Marcelo Freixo, que na época era Deputado Federal pelo PSOL. Segundo ele, Freixo teria sido considerado um inimigo por causa de seu trabalho na CPI das Milícias, mas o ex-PM negou que participaria de um atentado contra o parlamentar.
A motivação para o assassinato de Marielle estaria relacionada à atuação da vereadora na divisão de terras na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Lessa afirmou que a intervenção de Marielle atrapalharia os planos dele e de seus aliados, que pretendiam construir um condomínio na região. Segundo o que Lessa disse ter ouvido de Domingos Brazão, outro acusado pelo crime, Marielle não permitiria a construção e ameaçava expor o esquema, o que teria levado à decisão de eliminá-la.




