“Trabalho 5 ou 6 horas por semana”: enfermeira abriu novo negócio onde fatura mais de 30.000 euros por mês e abandonou hospitalFoto de K no Pexels
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“Trabalho 5 ou 6 horas por semana”: enfermeira abriu novo negócio onde fatura mais de 30.000 euros por mês e abandonou hospital

Postal do Algarve28 de agosto de 2026 às 19:20

Uma enfermeira norte-americana de 38 anos, chamada Cami, decidiu abandonar a carreira de 13 anos na área da saúde para investir numa lavandaria no Arizona, nos Estados Unidos. Para financiar a compra do negócio por aproximadamente 300 mil dólares, vendeu a casa, utilizou as poupanças e pagou cerca de 200 mil dólares de entrada, recorrendo ainda a um financiamento do antigo proprietário com uma taxa de juro de 6%, que conseguiu liquidar em cerca de um ano e meio.

Durante quase três anos, Cami conciliou o trabalho no hospital com a gestão da lavandaria, que comprou em outubro de 2020. Só em abril de 2023, quando o estabelecimento já possuía receitas mais estáveis e uma equipa capaz de assegurar o funcionamento diário, é que abandonou definitivamente a enfermagem. Atualmente, garante dedicar apenas cinco ou seis horas semanais à gestão do negócio.

Em 2024, a lavandaria faturou cerca de 475 mil dólares, mas o lucro ficou próximo dos 119 mil dólares depois de considerados os custos de funcionamento. Além disso, Cami recebeu perto de 30 mil dólares pelo aluguer de um espaço onde funciona um salão de beleza e ganhou aproximadamente 22 mil dólares com a publicação de conteúdos nas redes sociais. A distinção entre faturação e lucro é importante, já que os valores elevados divulgados correspondem ao volume de negócios e não ao dinheiro disponível para a proprietária.

Para conseguir reduzir o horário de trabalho, Cami contratou uma equipa de seis trabalhadores e investiu cerca de 20 mil dólares na renovação do estabelecimento. Desenvolveu também o serviço de recolha e entrega de roupa ao domicílio, o que obrigou à compra de veículos e equipamentos. Sem formação em gestão, aprendeu a liderar ouvindo programas sobre negócios, lendo livros e participando em conferências do setor. A antiga enfermeira acredita que poderá reformar-se dentro de seis ou sete anos.

Mudar de profissão depois de vários anos de carreira envolve sempre incerteza, sobretudo quando a decisão exige arriscar poupanças e património. Para uma norte-americana de 38 anos, enfermeira, a vontade de controlar o próprio tempo acabou por pesar mais do que a segurança de um emprego no hospital.

Cami trabalhou como enfermeira durante 13 anos, mas decidiu vender a casa e aplicar o dinheiro na compra de uma lavandaria no Arizona, nos Estados Unidos. O negócio faturou cerca de 475 mil dólares em 2024, aproximadamente 408 mil euros, embora esse valor não corresponda ao lucro obtido.

Atualmente, garante dedicar apenas cinco ou seis horas semanais à gestão da lavandaria, de acordo com o Noticias Trabajo. Até chegar a este ponto, porém, passou quase três anos a conciliar o negócio com o trabalho no hospital e a cumprir horários bastante mais exigentes.

Conciliou a enfermagem com a lavandaria

Cami comprou a lavandaria em outubro de 2020. Durante os primeiros anos, continuou a trabalhar quase a tempo inteiro como enfermeira, enquanto acompanhava a atividade do estabelecimento antes ou depois dos turnos.

A acumulação dos dois trabalhos manteve-se até abril de 2023. Só nessa altura, quando a lavandaria já possuía receitas mais estáveis e uma equipa capaz de assegurar o funcionamento diário, decidiu abandonar definitivamente a enfermagem.

“Agora só trabalho cerca de cinco ou seis horas por semana”, contou. Cami reconhece, contudo, que esta rotina só surgiu depois de vários anos a dedicar praticamente todo o tempo disponível ao crescimento do negócio.

Vendeu a casa para financiar a compra

Depois de 13 anos no hospital, a enfermeira sabia que queria uma mudança, mas não pretendia regressar à universidade. Começou então a analisar negócios que lhe permitissem, a longo prazo, deixar de depender de um salário.

A ideia da lavandaria surgiu durante essa procura. Antes de avançar, pediu ajuda ao tio de um amigo para analisar as contas e perceber se o estabelecimento conseguiria gerar receitas suficientes para suportar o investimento.

A compra custou aproximadamente 300 mil dólares, cerca de 258 mil euros. Para reunir o capital necessário, vendeu a casa, utilizou as poupanças e pagou cerca de 200 mil dólares de entrada. Os restantes 100 mil dólares foram financiados pelo antigo proprietário, com uma taxa de juro de 6%. Segundo o seu relato, citado pela mesma fonte, conseguiu liquidar este empréstimo em aproximadamente um ano e meio.

Negócio faturou 475 mil dólares num ano

Em 2024, a lavandaria gerou cerca de 475 mil dólares em receitas. No entanto, o lucro ficou próximo dos 119 mil dólares, aproximadamente 102 mil euros, depois de considerados os custos de funcionamento.

Parte desse resultado foi reinvestida no negócio e Cami atribuiu a si própria um salário de cerca de 66 mil dólares. A distinção é importante: os mais de 400 mil euros divulgados correspondem à faturação e não ao dinheiro que ficou disponível para a proprietária.

Cami recebeu ainda perto de 30 mil dólares pelo aluguer de um espaço onde funciona um salão de beleza. Durante seis meses de 2024, ganhou também cerca de 22 mil dólares com a publicação de conteúdos nas redes sociais.

Redução do horário só chegou depois de contratar

Para deixar de estar diariamente presa ao funcionamento da lavandaria, Cami contratou uma equipa de seis trabalhadores. A distribuição de tarefas permitiu-lhe concentrar-se nas decisões de gestão e no crescimento da empresa.

Além do serviço tradicional, desenvolveu a recolha e entrega de roupa ao domicílio. Esta área obrigou à compra de veículos e de novos equipamentos, cujos financiamentos representam pagamentos mensais próximos dos 4.900 dólares.

Também investiu cerca de 20 mil dólares na renovação do estabelecimento. O objetivo foi melhorar o espaço e tornar o serviço mais apelativo para os clientes, numa altura em que ainda conciliava a empresa com os turnos no hospital, de acordo com a fonte anteriormente citada.

Aprendeu a gerir sem ter experiência

Cami não tinha formação em gestão nem experiência a liderar equipas. Para aprender, começou a ouvir programas sobre negócios, a ler livros e a participar em conferências ligadas ao setor das lavandarias.

Com o crescimento da empresa, passou ainda a divulgar a experiência nas redes sociais. Esta atividade ocupa-lhe cerca de dez horas por semana, um período que não está incluído nas cinco ou seis horas dedicadas diretamente à lavandaria.

A antiga enfermeira acredita que poderá reformar-se dentro de seis ou sete anos. Em alternativa, admite manter a propriedade e contratar alguém para assumir toda a gestão ou comprar uma segunda lavandaria, desenvolvê-la e vendê-la posteriormente.

Abrir uma lavandaria em Portugal exige várias formalidades

Em Portugal, uma lavandaria ou tinturaria está enquadrada no CAE 96010. A atividade abrange a lavagem, passagem a ferro, limpeza a seco e tratamento de vestuário e outros artigos têxteis, podendo incluir serviços de recolha e entrega.

Segundo o portal oficial do Governo, o início da exploração deve ser comunicado através dos procedimentos previstos para esta atividade. O espaço necessita ainda de uma autorização de utilização compatível com comércio ou serviços com riscos para a saúde e segurança.

O portal ePortugal indica também a necessidade de comunicar o horário de funcionamento e possuir Livro de Reclamações. Consoante as características do estabelecimento, podem existir outras exigências relacionadas com obras, equipamentos, ruído, segurança e utilização de água.

Leia também: Segurança Social paga em média 710 euros aos novos reformados, mas pensão média de sobrevivência de cônjuges fica nos 331 euros

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