O líder do Chega, André Ventura, afirmou esta sexta-feira, 28 de agosto, que o partido poderá avançar com uma moção de censura ao Governo na próxima semana, caso o primeiro‑minister Montenegro não demita o ministro da Administração Interna, Luís Neves. Ventura referiu que, se a situação não for resolvida, apresentará a moção de censura na terça-feira, dia 1 de setembro, no Parlamento.
Ventura disse esperar que esta realidade não se concretize e apelou a Montenegro para compreender que o ministro não tem condições para continuar no cargo. O líder do Chega considerou que, se Montenegro não exonerar o ministro, ou está comprometido com Luís Neves por alguma razão, o que considera mau para a democracia, ou entende que pode fazer o que quiser.
No final da semana passada, o Chega já tinha pedido a exoneração de Luís Neves, apontando alegadas irregularidades durante a sua gestão na Polícia Judiciária. No documento apresentado pelo partido, os deputados referem um conjunto de situações relacionadas com declarações patrimoniais, gestão financeira da PJ, contratos públicos e relações com uma empresa que terá realizado trabalhos para o então diretor nacional.

O líder do Chega, André Ventura, afirmou esta sexta-feira, 28 de agosto, que poderá avançar com uma moção de censura ao Governo na próxima semana, caso o primeiro-ministro não demita o ministro da Administração Interna.
“Se este padrão ético deixar de existir, se nós não tivermos a resolução desta situação, nós juntar-nos-emos ao apelo que o Presidente da República fez e apresentaremos uma moção de censura na terça-feira, dia 1, no Parlamento”, disse Ventura.
O presidente do Chega disse esperar que essa realidade não se concretize. “Espero que isto seja resolvido nos próximos dias, que o primeiro-ministro compreenda que este ministro da Administração Interna não tem nenhumas condições de continuar”, frisou.
No entanto, se Montenegro não demitir o ministro, para o Chega “ou está comprometido com Luís Neves por alguma razão, e isso também não é bom para a democracia, ou entende que pode fazer o que quiser”.
De recordar que, no final da semana passada, o Chega pediu a exoneração de Luís Neves, apontando alegadas irregularidades durante a gestão da Polícia Judiciária (PJ).
No documento apresentado pelo partido, os deputados apontam um conjunto de situações relacionadas com declarações patrimoniais, gestão financeira da PJ, contratos públicos e relações com uma empresa que terá realizado trabalhos para o então diretor nacional.