Especialistas em desastres afirmam que colapso da geleira no Nepal era difícil de prever
oglobo28 de agosto de 2026 às 15:46
Especialistas em desastres afirmaram que a enchente mortal que devastou o Nepal, causando destruição em segundos ao engolir prédios, foi difícil de prever. Geólogos acreditam que as cheias repentinas no Nepal e no Tibete foram causadas por um duplo desmoronamento em alta altitude e uma avalanche glacial que liberaram enormes volumes de água. A tragédia reacendeu questionamentos sobre a possibilidade de detecção mais rápida para dar às pessoas mais tempo de fuga. Os especialistas explicam que a maioria dos sistemas de monitoramento e alerta precoce para riscos glaciais concentra-se em áreas específicas de risco, dificultando a previsão de eventos como este.
Major Filipe Costa, operacional português, alertou para os riscos acrescidos das construções erguidas junto a leitos de rios e zonas montanhosas no Nepal, que originam um efeito dominó de colapsos, considerando esta tragédia uma lição para o futuro.
Os países que rodeiam o Mar Báltico vão criar uma força conjunta para a defesa contra drones, numa iniciativa liderada pela Alemanha para responder mais rapidamente à crescente ameaça de ataques híbridos e incursões no espaço aéreo da região. A medida surge após vários incidentes de sabotagem envolvendo infraestruturas críticas desde 2022 e após a descoberta de drones com explosivos no aeroporto de Leipzig, que serve de base logística para operações da NATO na Ucrânia. O ministro do Interior alemão alertou que potências estrangeiras tentam diariamente atacar a democracia e segurança dentro da UE, e que a ameaça híbrida é "omnipresente". A força pretende facilitar a troca rápida de informação e permitir uma resposta coordenada entre os dez países participantes.
As forças russas testaram esta sexta-feira um míssil balístico intercontinental, segundo informou o Ministério da Defesa russo, num dia em que o Kremlin reconheceu publicamente que o processo de negociações de paz com a Ucrânia está "completamente parado", agravando as tensões internacionais.
Cabo Verde foi escolhido para assumir a vice-presidência do fundo africano de saúde, com Lúcio Miranda Fernandes a ser elected durante a reunião de operacionalização da estrutura reconstituída do fundo, que decorreu à margem da 76.ª sessão do Comité Regional da OMS para África, em Adis Abeba.