«O processo de luto, nas perdas ambíguas, na melhor das hipóteses tolera-se, mas nunca se fecha»Foto de Petra Nesti no Pexels
Ciência

«O processo de luto, nas perdas ambíguas, na melhor das hipóteses tolera-se, mas nunca se fecha»

Now28 de agosto de 2026 às 15:44

Joana Amaral Dias abordou o sofrimento das famílias de pessoas desaparecidas no Nepal, classificando esta situação como uma perda ambígua. Segundo a especialista, este tipo de perda impede a conclusão do processo de luto, uma vez que não existe confirmação do que aconteceu aos desaparecidos.

A ausência de rituais fúnebres e de qualquer tipo de verificação sobre o destino dos indivíduos contribui para que o luto nunca se consiga encerrar completamente. Nas palavras de Joana Amaral Dias, o processo de luto, nestas situações de perdas ambíguas, "na melhor das hipóteses tolera-se, mas nunca se fecha".

Esta análise aplica-se ao contexto das famílias nepalesas que vivem sem saber o paradeiro dos seus familiares desaparecidos, enfrentando uma incerteza permanente que agrava o seu sofrimento emocional e psicológico.

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