A bicicleta é apresentada como um meio de transporte silencioso e não poluente, cujo uso turístico permite contemplar paisagens e ambientes ao ar livre. O cicloturismo já se consolidou em diversos países como ferramenta de desenvolvimento do meio rural, com exemplos internacionais como o Caminho de Santiago, na Espanha, e a rede EuroVelo, que cruza a Europa.
No Brasil, o cicloturismo ganhou força após a pandemia, permitindo aos cicloturistas conhecer novas cidades e movimentar a economia local, sobretudo em municípios de pequeno e médio porte que dependem do turismo como fonte de renda. O segmento ainda carece de indicadores próprios, conforme aponta o estudo "A Economia da Bicicleta no Brasil", conduzido pelo Laboratório de Mobilidade Sustentável da UFRJ (LABMOB) em parceria com a Aliança Bike, que registra que o cicloturismo demanda maiores investigações e um sistema específico de dados.
No Estado de São Paulo, a Secretaria de Turismo e Viagens (Setur-SP) reconhece a importância do pedal, indicando que o estado está atento ao potencial do cicloturismo como modalidade turística em expansão.
