Uma força-tarefa composta por órgãos estaduais e federais lacrou seis postos clandestinos de combustíveis na capital paulista durante uma operação realizada nesta manhã. Os estabelecimentos eram comandados por empresários suspeitos de ligação com o crime organizado, e a maior parte estava formalmente registrada em nome de laranjas. A ação foi batizada de Operação Bomba Oculta e representa um desdobramento da Carbono Oculto, que completa um ano nesta sexta-feira.
Além das interdições na capital, mais de 1.200 postos de combustíveis serão declarados inaptos em todo o país. Apenas no estado de São Paulo, 910 estabelecimentos são alvo da medida, sendo que 682 deles já haviam sido suspensos anteriormente. A inaptidão impede a emissão de documentos fiscais e bloqueia as contas bancárias das empresas.
Segundo os investigadores, parte das empresas funcionava com os chamados CNPJs de "gaveta", utilizados para manter os postos em atividade mesmo após a perda da autorização da Agência Nacional do Petróleo. Desde 2019, a ANP já revogou a autorização de mais de dez mil postos em todo o país, e parte deles continuava operando irregularmente por meio desses mecanismos.




