Lisboa perdeu o acesso a médico de família para mais 50 mil utentes num período de um ano, agravando a situação na região que já era a mais problemática do país neste indicador. O número de pessoas sem médico de família atribuído aumentou de forma significativa em todo o território nacional.
O aumento do número de utentes sem médico de família foi mais expressivo em zonas da região de Lisboa com grande crescimento da população imigrante. Esta tendência reflete a pressão adicional que a chegada de novos residentes colocou sobre os serviços de saúde na capital.
As regiões Norte e Centro conseguiram compensar parcialmente o agravamento verificado a sul do país. Estas regiões conseguiram manter ou melhorar os seus indicadores de cobertura de médicos de família, contribuindo para equilibrar os dados nacionais.
Os dados revelam uma disparidade crescente entre as diferentes regiões do país, com a zona de Lisboa e Vale do Tejo a concentrar o maior défice de cobertura de médicos de família, enquanto outras regiões apresentam uma situação mais equilibrada.




