Os incêndios florestais representam perigos que se estendem para além das chamas, atingindo pessoas através do fumo que pode agravar doenças respiratórias crónicas. O pneumologista Marcos Oliveira, da Unidade Local de Saúde da Guarda, alerta que não existe uma distância fixa a partir da qual o fumo deixe de representar risco para a saúde.
O fumo dos incêndios é particularmente perigoso para pessoas com doenças respiratórias, podendo causar agravamento dos sintomas e complicações graves. O especialista enfatiza que esta realidade afeta não apenas quem está nas proximidades imediatas das zonas ardidas, mas também populações a distâncias consideráveis.
Um dos grupos mais vulneráveis são os pacientes que dependem de tratamento com oxigénio em casa. Segundo Marcos Oliveira, estes doentes enfrentam riscos acrescidos quando ocorrem falhas de energia elétrica, o que pode comprometer o funcionamento dos equipamentos necessários para a sua respiração. Situações de evacuação também colocam desafios significativos à continuidade dos cuidados.
Na entrevista, o pneumologista aborda os cuidados que devem ser antecipados e explica como garantir a continuidade do tratamento em situações de emergência durante incêndios. O objetivo é fornecer orientações práticas para que os pacientes e suas famílias possam preparar-se adequadamente antes que surjam situações críticas.



