A obra de infraestrutura da primeira fase do parque empresarial de Monte Redondo, no distrito de Leiria, foi adjudicada há dois anos, mas continua por concretizar. O projeto, que visa dinamizar a atividade económica da região, tem enfrentado vários obstáculos que têm impedido o avanço dos trabalhos.
Entre os principais fatores que têm atrasado a empreitada estão a presença de sobreiros na área destinada ao parque, questões arqueológicas identificadas no local e, principalmente, a ausência de uma subestação elétrica que garanta o fornecimento de energia necessário para as empresas que ali se possam instalar.
Os atrasos na execução da obra são da responsabilidade da autarquia local, que não conseguiu ainda resolver as condicionantes identificadas. A falta de planeamento e de resolução atempada destes problemas tem gerado preocupação entre os agentes económicos que aguardavam a conclusão das infraestruturas para aí estabelecerem as suas atividades.
O caso ilustra as dificuldades que frequentemente surgem na concretização de projetos de desenvolvimento territorial em Portugal, onde questões ambientais, patrimoniais e de infraestrutura podem travar investimentos que já foram adjudicados e que a comunidade local espera ver concretizados.




