Adeus às trotinetes? Estas cidades portuguesas já acabaram com o serviço e outras podem seguir o mesmo caminhoFoto de Diana ✨ no Pexels
MundoFaro

Adeus às trotinetes? Estas cidades portuguesas já acabaram com o serviço e outras podem seguir o mesmo caminho

Postal do Algarve28 de agosto de 2026 às 14:00

As trotinetes elétricas partilhadas estão a desaparecer das ruas de várias cidades portuguesas. Vila Nova de Gaia, Braga e Espinho são os municípios que já avançaram com o fim destes serviços. Em Vila Nova de Gaia, a autarquia cancelou o concurso destinado à disponibilização do serviço, enquanto em Braga o cancelamento foi aprovado em junho, com o presidente da Câmara, João Rodrigues, a defender a necessidade de avaliar e regulamentar a presença destes veículos. Em Espinho, a decisão tomada no final de julho para acabar com bicicletas e trotinetes partilhadas foi justificada com os problemas de desordem no espaço público e as consequências para a mobilidade e segurança.

Lisboa, Porto e Coimbra estão entre as cidades onde o futuro das trotinetes continua a ser discutido. Na capital, o Automóvel Club de Portugal propôs a realização de um referendo municipal sobre o fim das trotinetes. Em Coimbra, a presidente da Câmara, Ana Abrunhosa, afirmou que a cidade não tem, neste momento, condições para disponibilizar o serviço, estando a ser preparado um processo de concessão acompanhado por um regulamento. No Porto, após um acidente que provocou a morte de uma jovem em abril, a Câmara aprovou uma proposta para estudar a utilização das trotinetes e a sinistralidade associada.

As empresas Bolt, Lime e Bird garantem que se têm adaptado às regras municipais, apontando Lisboa e Porto como exemplos de colaboração com as autarquias. Entre as medidas implementadas estão fotografias obrigatórias no final das viagens, sistemas de verificação do estacionamento através de inteligência artificial, avaliações dos utilizadores e aplicação de penalizações. Os operadores reconhecem, contudo, que o estacionamento incorreto representa um problema e defendem uma maior colaboração com as câmaras municipais, mostrando-se disponíveis para estudar modelos de coinvestimento na criação de espaços próprios para estacionamento.

Segundo dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária citados pela agência Lua, em 2025 foram registados 4.296 acidentes envolvendo velocípedes, categoria que inclui trotinetes, dos quais resultaram 28 mortes. No mesmo período, os sinistros envolvendo automóveis ligeiros, pesados e motociclos ascenderam a 57.195 e provocaram 352 mortes.

As trotinetes elétricas partilhadas estão a desaparecer das ruas de algumas cidades portuguesas. Ao longo de 2026, várias autarquias decidiram travar estes serviços, enquanto noutras cidades o futuro deste meio de transporte continua a ser discutido.

Vila Nova de Gaia, Braga e Espinho estão entre os municípios onde os novos executivos autárquicos avançaram com decisões que levaram ao fim das operações de trotinetes partilhadas.

De acordo com a Lusa, a segurança rodoviária, o estacionamento desordenado e os conflitos com peões e outros utilizadores do espaço público estão entre as questões que têm alimentado a discussão.

Estas cidades já avançaram com o fim das trotinetes

Em Vila Nova de Gaia, a autarquia decidiu cancelar o concurso destinado à disponibilização do serviço. A decisão surgiu num contexto de crescente discussão em torno da utilização destes veículos e da sinistralidade.

Braga seguiu um caminho semelhante. Em junho, foi aprovado o cancelamento das trotinetes partilhadas, com o presidente da Câmara, João Rodrigues, a defender a necessidade de avaliar, repensar e regulamentar a presença destes veículos na cidade.

Mais recentemente, no final de julho, Espinho decidiu acabar com os serviços de bicicletas e trotinetes partilhadas.

Neste caso, a autarquia justificou a decisão com os problemas provocados pela desordem destes veículos no espaço público e com as consequências para a mobilidade e segurança.

Lisboa também está a discutir o futuro das trotinetes

A discussão não termina nestas três cidades. Em Lisboa, o futuro das trotinetes partilhadas voltou a ganhar destaque durante agosto.

O Automóvel Club de Portugal (ACP) propôs a realização de um referendo municipal sobre o fim das trotinetes na capital.

A proposta encontrou oposição por parte das empresas que exploram estes serviços. Bolt, Lime e Bird defendem que as principais causas da insegurança rodoviária passam também pela condução perigosa, pelas condições das infraestruturas e pela necessidade de maior fiscalização.

Coimbra admite que ainda não tem condições

Em Coimbra, a utilização destes veículos também está a ser reavaliada.

A presidente da Câmara, Ana Abrunhosa, afirmou que a cidade não tem, neste momento, condições para disponibilizar trotinetes partilhadas.

Está, contudo, a ser preparado um processo de concessão acompanhado por um regulamento destinado a estabelecer as regras para a utilização deste meio de transporte.

Também no Porto o tema ganhou força depois de um acidente que provocou a morte de uma jovem em abril. A Câmara aprovou então uma proposta para estudar a utilização das trotinetes elétricas e a sinistralidade associada.

Empresas dizem que se estão a adaptar às novas regras

Perante as decisões tomadas pelas autarquias, Bolt, Lime e Bird garantem que têm vindo a adaptar as respetivas operações à evolução das regras municipais.

As empresas apontam Lisboa e Porto como exemplos de colaboração com as autarquias e defendem que a micromobilidade pode continuar a fazer parte das cidades desde que existam condições adequadas.

Os operadores reconhecem, ainda assim, que o estacionamento incorreto das trotinetes representa um problema.

Entre as medidas implementadas encontram-se fotografias obrigatórias no final das viagens, sistemas de verificação do estacionamento através de inteligência artificial, avaliações dos utilizadores e aplicação de penalizações.

Operadores pedem mais espaços próprios para estacionar

As empresas consideram, porém, que a tecnologia e a fiscalização não são suficientes quando não existem locais devidamente assinalados para deixar estes veículos.

Defendem, por isso, uma maior colaboração com as câmaras municipais e mostram-se disponíveis para estudar modelos de coinvestimento na criação de espaços próprios para estacionamento.

A discussão deverá continuar nos próximos meses. Enquanto Gaia, Braga e Espinho já avançaram com o fim dos serviços, cidades como Lisboa, Porto e Coimbra continuam a avaliar que lugar as trotinetes elétricas partilhadas devem ocupar no espaço público.

Segundo dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária citados pela Lusa, em 2025 foram registados 4.296 acidentes envolvendo velocípedes, categoria que inclui trotinetes, dos quais resultaram 28 mortes. No mesmo período, os sinistros envolvendo automóveis ligeiros, pesados e motociclos ascenderam a 57.195 e provocaram 352 mortes.

Leia também: Faro lidera registo de burlas com “falsos acidentes” e prejuízo nacional dispara

Notícias relacionadas

Ainda há 400 navios presos em Ormuz por causa da guerra, avisa Organização Marítima
Mundo

Ainda há 400 navios presos em Ormuz por causa da guerra, avisa Organização Marítima

A Organização Marítima Internacional alertou para a deterioração da segurança marítima a nível mundial, com cerca de 400 navios atualmente presos no Estreito de Ormuz devido à guerra. A situação afeta também outras regiões críticas, incluindo o Mar Negro, o Mar Vermelho e o Golfo de Áden, levantando preocupações significativas sobre o impacto no comércio marítimo internacional.

Jornal de Negócios28/08/26, 14:39
Açores com número recorde de utentes em lista de espera cirúrgica em julho
Mundo

Açores com número recorde de utentes em lista de espera cirúrgica em julho

Os Açores atingiram em julho um número recorde de utentes em lista de espera cirúrgica, o valor mais elevado desde que existem registos disponíveis na página da Direção Regional da Saúde, segundo dados agora conhecidos.

Correio da Manhã28/08/26, 14:22
Mundo

OMI pede "soluções práticas" para restabelecer navegação no estreito de Ormuz

A Organização Marítima Internacional (OMI) fez um apelo por "soluções práticas" para restabelecer a navegação segura no estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. Segundo dados da organização, desde 28 de fevereiro foram confirmados pelo menos 70 ataques à navegação internacional na região, resultando na morte de 19 tripulantes. A situação representa uma ameaça significativa ao comércio global e à segurança marítima na área.

Now28/08/26, 14:22
"Os caudais dos rios são sempre muito fortes": CMTV falou com português que está no Nepal
Mundo

"Os caudais dos rios são sempre muito fortes": CMTV falou com português que está no Nepal

Nelson Vieira, um português que se encontra em Pokhara, cidade nepalesa poupada pelas inundações, falou à CMTV sobre a tragédia que afeta o Nepal, expressando tristeza pelo povo nepaleses, que considera não merecer tal tragédia. Em Pokhara, onde reside, a vida continua "de forma muito normal", embora os caudais dos rios na região sejam descritos como muito fortes. A situação contrasta com outras áreas do Nepal que sofrem com as consequências das cheias.

Correio da Manhã28/08/26, 14:09