Entre Belo Horizonte, Brasil, e Castelo Branco, Portugal, entre as memórias da família, da infância e da juventude vividas num bairro popular de Minas Gerais e mais de três décadas de vida em solo luso, Luiz Antônio de Paula construiu uma trajetória marcada pelo encontro entre duas culturas e pela permanência de vínculos que nunca deixou para trás. Aos 69 anos, completados hoje, sexta-feira, 28 de agosto, o cidadão luso-brasileiro olha para o percurso construído desde a chegada a Portugal, no final de 1991, sem perder de vista as pessoas, os lugares e as referências familiares que continuam a dar sentido às suas raízes.
Em entrevista exclusiva à Agência Incomparáveis, Luiz Antônio de Paula revisita a mudança de Belo Horizonte para Castelo Branco e os diferentes capítulos de uma vida marcada pelo trabalho, pelos estudos e pela construção de novas relações, recordando a experiência como professor de Biologia, médico dentista e profissional de saúde pública, bem como as vivências no Amazonas brasileiro. Ao recordar a infância, a juventude e a família, recupera também uma época que descreve como “mais simples, próxima e solidária”, marcada pelo convívio entre familiares, amigos e vizinhos.

Ao longo da conversa, Luiz Antônio de Paula fala ainda da forma como preserva em Portugal a sua maneira mineira de falar, a “ginga”, a descontração e os sabores brasileiros, mantendo em casa fotografias e objetos ligados às suas origens, ao mesmo tempo que incorpora hábitos portugueses, desde a gastronomia à relação com as aldeias, a terra e a vida mais tranquila do Interior. A relação entre Portugal e Brasil surge igualmente como tema central, a par da sua participação em iniciativas sociais e humanitárias e do envolvimento numa associação luso-brasileira local dedicada ao apoio a estudantes e famílias brasileiras que chegam a Portugal.
Como era a sua vida em Belo Horizonte, no estado brasileiro de Minas Gerais, e quais são as principais recordações que guarda dessa fase da sua vida?
Eu nasci e vivi até os meus 29 anos em Belo Horizonte (BH), capital de Minas Gerais. Toda a minha infância, adolescência, juventude sempre vivi no mesmo bairro, numa comunidade muito simples, não distante do “centro da cidade”, pois naquela época, há 50 anos, a cidade era totalmente convergente para uma área, considerada o “centro da cidade”. Era uma vida simples, ao lado de uma vizinhança alegre e feliz. Brincadeiras de rua, jogos e diversão bem tranquilas, onde toda a “meninada” se encontrava e a felicidade era enorme. Estudava no mesmo bairro e, após o primeiro ciclo, passei a estudar no centro da cidade, a aproximadamente seis quilómetros de casa. Apesar de tudo ser novo, o desconhecido não impediu que novos amigos se fizessem neste novo percurso. Ainda no 7º ano, comecei a trabalhar, por necessidade financeira, para ajudar no sustento das despesas em casa. Aos 15 anos, já no ensino médio, transferi-me para o ensino noturno, e passei a dedicar todo o dia ao trabalho. Todo o ensino médio foi muito desafiador, por conjugar o trabalho com os estudos, pois o meu desejo era seguir para a universidade. Já na juventude, tirei duas licenciaturas: Ciências Biológicas, pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC/MG), e Medicina Dentária (Odontologia no Brasil), pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mas com um detalhe importante: fui sempre trabalhador-estudante. Após concluir a licenciatura em Biologia, passei a ser professor do turno da noite, (muito comum ainda nos dias de hoje – das 19h às 23h) e cursava a Faculdade de Odontologia, durante todo o dia. As recordações que guardo dessa época são de uma vida solta, muitas alegrias e sorrisos entre a família e amigos. Já desde muito cedo, tinha os compromissos de escola e trabalho lado a lado. Apesar de que sempre tinha os finais de semana para suavizar todo o esforço da semana. Muitas viagens pequenas para passeios em cidades históricas, montanhas, cachoeiras, festinhas e um convívio muito agradável e salutar entre todos – vizinhos, amigos e familiares. A vida era muito mais simples e as preocupações eram infinitamente menores e bem menos stressantes. As relações interpessoais eram mais vívidas, a confiança era intensamente partilhada e – sem saudosismo, mas com convicção – éramos mais próximos e solidários. As dificuldades eram muito comuns entre todos, o que tornava “o ser solidário e colaborador” muito necessário e a união era francamente vivida. Isso sim, traz-me muita saudade da minha vida em BH. Após a juventude e conclusão dos cursos, mudei-me de bairro. Entretanto, o vínculo com o bairro anterior se estende até os dias de hoje. Trabalhei na banca, fui professor e médico dentista. Morei no meio da selva, com tribos indígenas, no Amazonas brasileiro, após ter sido selecionado para um “Projeto de Interiorização de Recursos Humanos”, pela Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas. Morei em Santo Antonio do Içá – quase fronteira com o Peru -, no Alto Rio Solimões e em São Gabriel da Cachoeira e Iauaretê – fronteira com a Colômbia -, no Alto Rio Negro. Todas essas experiências tiveram muito peso na minha formação e, certamente, hoje são recordações ricas e que revitalizam, revigoram, me tornando cada vez mais grato e rico por todo este percurso.
Há quanto tempo reside em Portugal e o que o levou a escolher este país para estabelecer a sua vida pessoal e profissional? Em Portugal, viveu sempre em Castelo Branco?
No final de 1991, mudei-me para Portugal. Sem muitas expectativas que fossem além de uma experiência de um ano, pois havia tentado um Master Degree no King`s College in London e não fui aprovado no IELTS. Como era da função pública – professor de Biologia e Médico Dentista em Saúde Pública e Escolar -, pedi licença sem vencimentos após o convite de um amigo, que já vivia em Castelo Branco. Como havia feito a minha primeira viagem pela Europa, em meados de 1991, e após passar por Castelo Branco, lancei um desafio ao meu amigo, e, após dois meses, recebi o convite. Concretizei algo, como disse anteriormente, sem muitas expectativas. Acho que a não aprovação do Mestrado me deixou fragilizado e decidi ainda mais rápido para ter uma experiência de Europa. Daí vim para Castelo Branco, aceitando o convite de um amigo que já se encontrava aqui, um novo desafio, uma vida nova e, acima de tudo, uma experiência que me despertou no meio de uma certa frustração pela não aprovação no Mestrado, mas que me abriu horizontes profissionais, pois a vida de Médicos Dentistas em Portugal era muito promissora e o Brasil passava por um momento económico muito delicado. Apesar de ter tido três empregos públicos nessa época, havia uma tributação muito alta, incerteza económica sensível, medidas e planeamentos políticos que estavam começando a levar à exaustão e dúvidas muito frequentes. Daí, o convite foi oportuno. Felizmente estou muito satisfeito com essa decisão e feliz até os dias de hoje. Desde então, mais da metade da minha vida pessoal e quase 90% da minha vida profissional foram vividas em Castelo Branco. Parece que não foi uma “escolha intencional”. As situações aconteceram e coincidiu ter sido Castelo Branco. O meu momento de vida foi determinante e a transferência para cá se fundamenta no facto de ter tido uma referência de amizade, que me convidou. Se tivesse sido de outra forma, não sei se faria alguma diferença. Estou feliz, contente e muito grato à cidade. Tenho, com muito carinho, uma gratidão e um reconhecimento enorme e inenarrável a todos, e ao pertencimento que me foi proporcionado.
Castelo Branco situa-se no Interior de Portugal, um território de baixa densidade populacional, mas com uma vasta gama de oportunidades económicas e sociais. Como descreve a experiência de viver no Interior de Portugal e quais considera serem as suas principais vantagens?
Estendendo ao iniciado na questão anterior, eu não tinha o menor conhecimento sobre a cidade, até mesmo quando aceitei o convite. Havia passado aqui apenas algumas horas, horas essas que foram suficientes no primeiro olhar para dizer que foi bastante agradável. Embora amplamente diferente de Belo Horizonte, que conta atualmente com quase 2,5 milhões de habitantes. Foram 29 anos vividos numa grande metrópole. Pode ser assustador: eu adoro viver em cidades grandes e cosmopolitas e na dimensão que Castelo Branco se encontra neste contexto, é possível imaginar os meus anos embrionários, com algum sofrimento e angústia. Tinha uma necessidade quase visceral de ir a Lisboa, mas as deslocações eram sacrificadas por estradas menos boas e o tempo muito longo. Com o passar dos anos, sociologicamente falando, as coisas se tornaram mais adaptáveis. Me acho uma pessoa razoavelmente tranquila e menos engessada. Fui aos poucos acessando alguns órgãos do meu interesse, como a Igreja, a rádio – tivemos um programa na Rádio Urbana -, e ingressei no Rotary Club, pertenci a diversas frentes de ação e entidades sociais, como caminhadas, danças, teatro e gym. Além disso, alarguei deliciosamente as minhas amizades e, tudo junto e somado, ultrapassou a questão de “não ser uma cidade grande”. Eu permiti que a cidade se fizesse “grande” em mim. Preenchi todos os meus “gaps” de uma metrópole com cada gesto de carinho, acolhimento e ternura que fui recebendo. Eventos sociais, múltiplos momentos de convívio e sobretudo muito reconhecimento à minha pessoa, não só sob o ponto de vista profissional, mas sobretudo no meu valor enquanto “ser humano”, razão que me deixa muito orgulhoso, no melhor sentido, e feliz. Passados uns três ou quatro anos após a minha instalação em Castelo Branco, já iniciava um pertencimento que tenho presente em mim até desde então. A partir deste conjunto referenciado e a cidade, embora do “Interior” e com todas as características que sabemos “ser uma cidade pequena”, passei a curtir, a gostar e a admirar e foi muito interessante pois, possivelmente, o que porventura “faltava” – foi rapidamente preenchido por outros valores e oportunidades surgidas. Hoje, eu não sinto a menor falta de uma cidade maior. Os espaços de contentamento estão praticamente preenchidos com muito carinho e bastante agradáveis. No que se refere a oportunidades económicas, este é um ponto que não tenho muito domínio. Sei das limitações que a cidade apresenta, das ofertas escassas de algumas áreas e sobretudo das dificuldades em expandir alguns setores. No que se refere às atividades de Medicina Dentária, atualmente há uma alteração. Mas, há 35 anos, você consegue imaginar como era a situação? Posso adiantar que era muito, mas muito diferente. Havia escassez da mão de obra, problemas de Saúde Oral imensos e a política, planeamento e atividades nesse campo eram praticamente inexistentes. A demanda era imensa. As necessidades gritavam por si só e a história antecedente nesse campo era de muitas dificuldades, traumas com experiências menos agradáveis, recursos escassos para as visitas, pouca ou quase nenhuma assistência pública. Então, nessa altura, todo o país gritava por “mais e melhor saúde Oral”. Como consequência, as oportunidades de trabalho eram muitas, necessidades ainda maiores, a população sem atendimentos suficientes e com previsão de gastos algumas vezes insustentáveis. Por essas razões, as oportunidades e chances económicas na Medicina Dentária, especificamente, eram ótimas, promissoras e muito atraentes e Castelo Branco apresentava o mesmo cenário do país.
Viver no Interior de Portugal também tem aspectos negativos e constrangimentos? Se sim, quais?
É, sem dúvida, uma questão bem pertinente. Depende muito de que lado você quer analisar, ver e valorizar estes aspectos. No meu entendimento, todo lugar apresenta esta dicotomia. No momento em que eu me encontro – apesar de trabalhar, já estou reformado -, e sendo muito honesto, não tenho muitos aspectos menos favoráveis no campo profissional. Há muita gente nova na área e eu estou desacelerando, é um decorrer natural dos nossos percursos. Mesmo se eu estivesse “em outra cidade, indiferente do seu porte”, para mim, provavelmente o momento não seria diferente. Seriam detalhes mínimos, casos os tivesse. Ao longo desses meus 35 anos, eu queixei-me – no início dos anos 1990 até meados ou pouco mais – de morar distante de Lisboa. Muita coisa dependia presencialmente de ir até Lisboa para ser resolvida. Era torturante, praticamente um dia de deslocamento bem cansativo, até porque não havia auto-estrada, estradas bem sinuosas e desgastantes. Hoje, isto é desnecessário de referenciar, pois já se encontra ultrapassado. Quanto aos constrangimentos, sinceramente, se os há, devem ser poucos, ou eu já me adaptei à maioria. A vida é Darwinista: caso a gente permaneça estático, corremos o risco de entrar num “loop”, numa órbita e ficar míope para a situação. De facto, consegui ressignificar muita coisa: “mudar de olhar para o que eu exigia muito ou dizia ser difícil de entender ou aceitar”. Experienciei novas aventuras, permiti novos momentos, me lancei e joguei no novo, no imprevisto, não tive medo de me acostumar com o simples, com o pequeno, com os poucos eventos culturais – há que dizer que nos últimos 15 anos têm melhorado muito. Não sinto atualmente Castelo Branco com nenhum espaço que deve ser preenchido. Sem ser primário ou ingénuo nesta colocação, devo admitir que sempre haverá espaço para ser preenchido. E que bom ser assim! Eu ainda continuo querendo morar mais próximo do aeroporto, pois adoro viajar, mas entenda isso como uma brincadeira.

Enquanto cidadão luso-brasileiro, que iniciativas ou projetos tem integrado e desenvolvido que contribuam para o fortalecimento das relações entre Portugal e o Brasil?
Esta seria ou será uma questão que me cria um certo desconforto ou tristeza, pois, nesse contexto, não tenho desenvolvido absolutamente nada. Há alguns anos, quando pertencia ao Rotary Club foram feitos poucos projetos humanitários em parceria com alguns clubes brasileiros. Nomeadamente em situações pontuais de necessidades emergentes bem como outros projetos, já dentro de um protocolo internacional, como campanhas de vacinação e erradicação da Poliomielite, cegueira evitável ou combate à fome. O meu último projeto – ainda em curso, apesar de passos lentos e minimamente executáveis -, é pertencer a uma associação luso-brasileira, situada na Covilhã, que tem como objetivo maior uma contribuição em vários níveis a emigrantes brasileiros (e não só), numa vertente de ajudar aqueles que se deslocaram (muitas vezes com familiares) para a realização de licenciaturas, mestrados ou doutoramentos. Sobretudo contribuições logísticas, burocráticas, suporte emocional e alojamentos.
Que aspectos da cultura brasileira procura preservar no seu quotidiano em Portugal e, ao mesmo tempo, que hábitos portugueses passaram a fazer parte da sua vida?
Não é por preciosismo, mas, às vezes, sou criticado por preservar a minha “forma mineira de falar”. Praticamente não me comunico na forma “lusa” de me expressar. No fundo, foi uma preservação consciente, pois tinha dificuldade ao falar na segunda pessoa do singular. Falar o “tu” devidamente conjugado foi meio desafiador, pois fui alfabetizado com o “você”. Naquela época fui bem aceite, por ser diferente. Não hesitei em preservá-lo. Apesar de que, hoje, sou francamente questionado por alguns amigos e outras pessoas. Sinceramente, não me incomodo dessa preservação e nem dos questionamentos. Parece uma logomarca! De igual modo, ainda preservo a “ginga”, os hábitos, a descontração, a alegria, a possível leveza de ser uma pessoa dos trópicos, mas reconheço que não é uma característica de todos os sul-americanos. Este é o meu perfil e escolho mantê-lo ao meu lado. Gosto disto! Me reconheço como sendo uma pessoa otimista, esperançosa, confiante e de paz em busca de soluções e momentos mais livres e leves. No fundo, são características brasileiras, embora eu reafirmo que não é um padrão. Sou assim e me sinto bem. Fiz questão de preservar tudo isso. Mantenho uma casa com fotos de familiares, alguns objetos que me remetem a Belo Horizonte e são importantes. Ouço músicas, delicio-me com os sabores brasileiros, tudo isso me conduz às minhas origens. Sou uma pessoa de raízes conectado às minhas origens! Sobre os hábitos portugueses que passaram a fazer parte da minha vida, na verdade são muitos. Incorporei muito bem a gastronomia, adoro quase toda a culinária portuguesa e sei que faz parte da minha vida. Tornei-me uma pessoa melhor, em relação aos hábitos de “cumprir o tempo/compromissos/horários”. Era uma parte muito deficitária em mim. Aqui, de facto, tornei-me mais atento e hoje é bem incorporado. Passei a curtir mais as aldeias e locais menores, com a simplicidade do seu povo e das rotinas ali vivenciadas, sei que fiquei menos acelerado. Passei a gostar mais do rústico, colher frutas no pé. Adoro a relação que o português em geral tem com a terra, semear, plantar, colher, gosto de ver esta harmonia com a natureza e absorver o bem que isso faz, indiferente da situação social/económica/financeira e profissional. Me alegro ao ver quase toda a gente envolta dessas atividades, sejam elas sazonais, esporádicas ou pontuais. Também a grande maioria da música portuguesa, embora nem todos os estilos, passou a fazer parte das minhas escutas. As festas de aldeias, os encontros de verão, o retorno dos que estão no estrangeiro, as praias fluviais, os piqueniques, o vinho… é um tema muito vasto para ser descrito. Em resumo: incorporei quase tudo, menos o jeito luso de se expressar. Como moro no Interior, aprendi a usar melhor o meu tempo, a ter calma, sossego e uma vida pacata, mas igualmente feliz.

Qual é a sua visão sobre o estado atual das relações entre Portugal e o Brasil e o que poderia ser feito para estreitar ainda mais os laços entre os dois países?
Confesso vivamente que não serei bom nesta análise. No momento atual, e no meu entendimento, a globalização trouxe muita coisa “hiper” interessante e, ao mesmo tempo, expectativas frustrantes e ilusões bem distorcidas. A política internacional deveria ser melhor integrada e debruçar sobre os diversos problemas que são transversais ao mundo inteiro, incluindo a relação Portugal-Brasil. A reciprocidade diplomática é um grande aliado. Poderia facilitar e não dificultar muito alguns investimentos em ambos países. A questão da mobilidade e migração deveria ser ajustada em todos os contextos. No meu entendimento, há uma burocracia acrescida de um fluxo migratório intenso, o que dificulta a legalização de pessoas interessadas em contribuir profissionalmente em ambos os países. Para estreitar ainda mais os laços, esse ponto deveria ser melhor estudado, com alguns critérios de análise mais pormenorizada, permitindo o acesso às áreas necessitadas. Em resumo, filtrar mais nas escolhas, nos critérios de liberação e permissão para a entrada no país, colocando um número limitado de entrada das pessoas. Não entenda isso como “xenofobia”. Todos nós sabemos o quão é necessária essa mobilidade. Mas uma revisão, incorporando novas regras, poderia evitar certos constrangimentos. As relações entre Portugal e Brasil são boas, talvez ajustar alguns projetos e executá-los, bem como honrar os acordos diplomáticos e ser mais acolhedores. ■
Dinis Gonçalves
Estágio curricular supervisionado
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