O presidente da empresa pública Engenharia de Sistemas para a Defesa de Espanha (Isdefe), Manuel Cutrín, apresentou a sua demissão irrevocável esta quinta-feira ao Conselho de Administração. A decisão foi comunicada a todos os trabalhadores através de um correio eletrónico no qual alega "motivos pessoais" e a vontade de "enfrentar novos desafios", agradecendo o trabalho realizado durante "este último ano".
A demissão de Cutrín ocorre dois meses depois de o seu número dois ter abandonado a empresa no contexto do caso Leire Díez, o que sugere uma ligação entre ambos os abandonos na liderança da companhia pública.
De acordo com informações avançadas pelo jornal ABC, Cutrín terá sido na realidade "convidado a sair" após as notícias publicadas por esse periódico sobre a sua gestão, contradizendo a versão oficial dos "motivos pessoais" apresentada na comunicação aos funcionários.
O EL PERIÓDICO confirmou a informação junto de trabalhadores da Isdefe, empresa responsável por projetos de defesa e sistemas tecnológicos para o setor público espanhol.




