Dois irmãos portugueses entre os 1400 desaparecidos após catastrófico colapso de glaciar no Nepal que lavrou perto de 400 mortosFoto de Tom Lima no Pexels
MundoCastelo Branco

Dois irmãos portugueses entre os 1400 desaparecidos após catastrófico colapso de glaciar no Nepal que lavrou perto de 400 mortos

oRegiões28 de agosto de 2026 às 12:30

Duas cidadãs portuguesas sinalizadas como incontactáveis no Nepal são irmãos, revelou o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa. Trata-se de um homem com residência na Austrália e de uma mulher a residir em Portugal, cujo alerta foi ativado por uma amiga próxima dos familiares, também residente na Austrália. As autoridades portuguesas continuam ainda a acompanhar o caso de uma terceira cidadã nacional de quem não há notícias. Em sentido inverso, um homem que estava inicialmente sinalizado foi localizado bem de saúde e em segurança numa zona próxima da fronteira com o Tibete, sendo um emigrante com residência em França, não sendo necessária qualquer operação de repatriamento.

A tragédia ocorreu na passada quarta-feira, quando um colossal fluxo de água, lama e detritos desceu a grande velocidade pela cordilheira montanhosa que divide o Nepal e o Tibete. O colapso do glaciar foi de tal violência que o Instituto de Estudos Geológicos dos Estados Unidos registou o impacto inicial como um sismo de magnitude 5.2, despoletando subsequentes deslizamentos de terras que varreram os vales de Trishuli e Bhotekoshi.

As extremas dificuldades nas comunicações e a destruição de vias de acesso na região de Katmandu complicam as buscas e a atualização de dados. Questionado sobre a eventualidade de surgirem mais portugueses na lista de incontactáveis, Emídio Sousa admitiu que existe essa possibilidade, ressalvando contudo que qualquer cenário nesta fase permanece puramente especulativo.

O balanço provisório da catástrofe continua a escalar, contabilizando-se já perto de quatro centenas de mortos confirmados e cerca de 1.400 pessoas dadas como desaparecidas.

Dois dos três cidadãos portugueses que permanecem incontactáveis no Nepal, na sequência das devastadoras inundações relâmpago que fustigaram o país, são irmãos. A confirmação foi dada pelo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, detalhando que a dupla é composta por um homem com residência fixada na Austrália e por uma mulher a residir em Portugal. O alerta relativo a ambos foi formalmente ativado por uma amiga próxima dos familiares, também ela residente em solo australiano

Além dos dois irmãos, as autoridades portuguesas continuam a acompanhar o caso de uma terceira cidadã nacional de quem não há notícias. Em sentido inverso, o lote inicial de quatro portugueses sinalizados ficou reduzido após a localização de um homem que se encontra “bem de saúde e em segurança” numa zona próxima da fronteira com o Tibete. Tratando-se de um emigrante com residência em França, o Ministério dos Negócios Estrangeiros esclareceu não ser necessária qualquer operação de repatriamento por parte do Estado português.

Um impacto sísmico e a ameaça de novos casos

A tragédia teve origem na passada quarta-feira, quando um colossal fluxo de água, lama e detritos desceu a grande velocidade pela cordilheira montanhosa que divide o Nepal e o Tibete (território sob administração chinesa). A violência do colapso do glaciar foi de tal ordem que o Instituto de Estudos Geológicos dos Estados Unidos (USGS) registou o impacto inicial como se de um sismo de magnitude 5.2 se tratasse, despoletando subsequentes deslizamentos de terras violentos que varreram os vales de Trishuli e Bhotekoshi.

As extremas dificuldades nas comunicações e a destruição de vias de acesso na região de Katmandu complicam as buscas e a atualização de dados. Questionado sobre a eventualidade de surgirem mais portugueses na lista de incontactáveis, Emídio Sousa admitiu que “existe essa possibilidade”, ressalvando, contudo, que qualquer cenário nesta fase permanece “puramente especulativo”.

O balanço provisório da catástrofe continua a escalar drasticamente à medida que as equipas de resgate progridem nos destroços, contabilizando-se já perto de quatro centenas de mortos confirmados e cerca de 1.400 pessoas dadas como desaparecidas.

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