Maçã de qualidade em Carrazeda de Ansiães mas chuva pode provocar estragosFoto de Jonathan Borba no Pexels
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Maçã de qualidade em Carrazeda de Ansiães mas chuva pode provocar estragos

A Voz de Trás-os-Montes28 de agosto de 2026 às 13:19

A colheita de maçã já arrancou em Carrazeda de Ansiães, no distrito de Bragança, no dia 12 de agosto, cerca de 10 dias mais cedo do que o habitual, devido às ondas de calor que aceleraram a maturação do fruto. Segundo Duarte Borges, técnico da Associação dos Fruticultores, Viticultores e Olivicultores do Planalto de Ansiães, a produção deste ano é de grande qualidade, com excelente calibre e colorações, embora não seja um ano de grande produção.

A previsão para esta campanha é de uma colheita superior à do ano passado, que rondou entre as 15 mil e as 18 mil toneladas. Este ano, espera-se uma produção entre as 20 mil e as 24 ou 25 mil toneladas. No entanto, o mau tempo previsto, com chuva e vento, já está a provocar a queda de fruta para o chão e o rachamento da variedade Gala que está a ser colhida. Duarte Borges alertou que granizo nesta altura do ano poderia causar prejuízos acentuados.

A chuva pode, paradoxalmente, ser benéfica para as variedades tardias, ajudando a aumentar o calibre e a quantidade de fruta. No entanto, a preocupação principal prende-se com a sustentabilidade económica da atividade, uma vez que o preço da maçã no ano passado oscilou entre os 40 e os 45 cêntimos o quilo, e os custos de produção aumentaram significativamente, incluindo o gasóleo agrícola e a mão de obra.

O setor enfrenta ainda desafios demográficos, com apenas cerca de 50 produtores de maçã no município e sem o número desejável de jovens agricultores a integrar a atividade.

VTM

“Não é um ano em que haja grande produção, mas a produção que há é de grande qualidade”, disse à Lusa Duarte Borges, técnico da Associação dos Fruticultores, Viticultores e Olivicultores do Planalto de Ansiães (AFUVOPA).

No entanto, a meteorologia pode mudar o cenário da primeira colheita de maçã, que está já a decorrer.

De acordo com o técnico, o mau tempo previsto, com chuva e vento, “faz com que haja alguma queda de fruta para o chão e algum rachamento desta variedade de Gala que se anda a colher agora”.

“Se houver queda de granizo pode ser um cenário complicado, pode ser um cenário que pode provocar prejuízos acentuados. Granizo nesta altura do ano é coisa que não queremos ouvir falar”, afirmou.

A apanha da maçã neste concelho do distrito de Bragança está já a decorrer. Arrancou a 12 de agosto, 10 dias mais cedo do que habitual, devido às “ondas de calor” que aceleraram o processo de maturação.

Ao que tudo indica, será um ano de colheita melhor que o anterior, com fruto de “excelente qualidade, bom calibre e excelentes colorações”.

“Este ano prevê-se uma colheita melhor do que a do ano passado na grande maioria das produções. O ano passado foi marcadamente baixo, andámos entre as 15 mil e 18 mil toneladas. Este ano andará mais entre as 20 mil e as 24 ou 25 mil toneladas”, adiantou o técnico.

Por outro lado, a chuva que pode causar prejuízos também pode ser uma mais-valia para as variedades tardias, porque “a água ao nível do solo” pode ajudar “em termos de calibre e mais quantidade de fruta”, segundo Duarte Borges.

No concelho de Carrazeda de Ansiães há cerca de 50 produtores de maçã, mas Duarte Borges revelou que “não tem havido o número de agricultores que seria desejável para manter a atividade com mais jovens”.

Um dos problemas estará no preço “bastante baixo” do fruto, que no ano passado variava entre os 40 e os 45 cêntimos o quilo.

“Descer não pode descer, isso é que não. O preço tem de aumentar e não descer, em virtude também dos custos terem aumentado, os custos dos combustíveis aumentaram bastante (…) o gasóleo agrícola nunca esteve a este preço, um preço muito elevado, os custos com mão de obra, que é outro fator limitante, num período da campanha que é muito exigente em mão de obra, também aumentou, por isso o preço final do produto também tem que aumentar, porque senão andamos a trabalhar no fio da navalha e começa a pôr em causa a sustentabilidade económica das explorações”, vincou.

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