Antigamente, quando dois parceiros iam para a cama juntos, existia pelo menos a expectativa de que algo pudesse acontecer entre eles. Embora a realidade incluísse imprevistos como câimbras, refluxo, cachorro latindo ou luz do banheiro acesa, ainda havia uma possibilidade de intimidade. Hoje em dia, porém, o cenário mudou: o casal se deita, apaga a luz e cada um imediatamente pega o celular, dando início a uma sessão individual de consumo de conteúdo.
O artigo cita exemplos concretos desse comportamento: enquanto ela assiste a vídeos de uma mulher organizando a geladeira por cores, ele acompanha um homem na Indonésia construindo uma piscina usando apenas um pedaço de pau. Nenhum dos dois pretende realmente organizar uma geladeira ou construir uma piscina, muito menos com um pedaço de pau, mas mesmo assim assistem hipnotizados. A libido, enquanto isso, fica sentada na beirada da cama, esperando ser chamada, sem nunca ser convidada.
O texto alerta que o celular se tornou o maior rival sexual da atualidade. E é um rival especialmente difícil de combater, justamente porque oferece gratificação instantânea sem os desafios e vulnerabilidades que a intimidade real exige. A conclusão implícita é que essa substituição silenciosa está afetando a vida sexual dos casais sem que muitos percebam.




