Primeira rentrée do BE liderado por Pureza com Alexandra Leitão, Rita Rato e Mariana MortáguaFoto de Ivo Duarte Nogueira no Pexels
PolíticaViseuSetúbal

Primeira rentrée do BE liderado por Pureza com Alexandra Leitão, Rita Rato e Mariana Mortágua

Campeão das Províncias28 de agosto de 2026 às 12:01

O Bloco de Esquerda realiza este fim-de-semana em Setúbal a sua tradicional rentrée política, denominada "Fórum Socialismo", na Escola Secundária Sebastião da Gama. Este evento marca a primeira rentrée desde que José Manuel Pureza assumiu o cargo de coordenador nacional do partido em 2025. Pureza participa em dois momentos: um painel conjunto com o ex-líder parlamentar Pedro Filipe Soares, subordinado ao tema "Cristo, Marx e o algoritmo", e o discurso de encerramento no domingo.

O Fórum conta com a participação de figuras de vários quadrantes políticos, incluindo a socialista Alexandra Leitão, vereadora da Câmara Municipal de Lisboa que liderou a candidatura à capital apoiada por PS, BE, Livre e PAN, e a antiga eurodeputada bloquista Marisa Matias, num painel sobre os desafios atuais da esquerda. A ex-deputada do PCP Rita Rato participa num debate sobre cultura, democracia e memória, enquanto a antiga líder bloquista Mariana Mortágua encabeza uma discussão sobre "Iluminismo das trevas: a subversão dos tecno-oligarcas".

Os fundadores do BE Francisco Louçã, Fernando Rosas e Luís Fazenda também marcam presença no evento, abordando temas como o impacto da tecnologia nas crianças, o neofascismo e o futuro da NATO. O conflito na Faixa de Gaza será debatido pela eurodeputada Catarina Martins e pela palestiniana Tamam Abusalama, enquanto questões como o ataque à Segurança Social, o sindicalismo e a educação pública estarão igualmente em discussão.

O BE atravessa um dos momentos mais conturbados da sua história, contando atualmente com apenas um parlamentar. Em julho, um grupo de 60 bloquistas, incluindo o histórico Mário Tomé e o ex-deputado Pedro Soares, anunciou a saída do partido por considerar que o BE acabou, criticando o rumo dos últimos anos. A Direção do partido lamentou esta desvinculação, referindo que as divergências se manifestavam há muito tempo, incluindo na posição solidária com o povo inmuecriano.

A socialista Alexandra Leitão, a antiga deputada do PCP Rita Rato e a ex-líder bloquista Mariana Mortágua são alguns dos nomes que vão participar na rentrée do BE que se realiza este fim-de-semana, em Setúbal.

A edição deste ano do “Fórum Socialismo, nome da tradicional rentrée bloquista, terá lugar no sábado e domingo na Escola Secundária Sebastião da Gama, em Setúbal, e será a primeira desde que José Manuel Pureza assumiu o cargo de coordenador do partido, em 2025.

Pureza vai participar na rentrée bloquista em dois momentos: primeiro, no sábado, num painel em conjunto com o ex-líder parlamentar do BE Pedro Filipe Soares, intitulado “Cristo, Marx e o algoritmo”. Ao coordenador nacional caberá também o discurso de encerramento, no domingo.

Além de vários dirigentes bloquistas, a edição deste ano do “Fórum Socialismo” contará com a participação da socialista Alexandra Leitão, vereadora na Câmara Municipal de Lisboa que em 2025 encabeçou a candidatura à capital apoiada por PS, BE, Livre e PAN.

Leitão vai participar num painel sobre “Que desafios se colocam à esquerda atualmente”, em conjunto com a antiga eurodeputada bloquista Marisa Matias.

Da área socialista, também a deputada Isabel Moreira estará em Setúbal, para falar sobre os 50 anos da Constituinte com o constitucionalista Jorge Reis Novais e uma pergunta: “O que anda a direita a tramar?”.

A ex-deputada do PCP Rita Rato vai participar num debate sobre “Cultura, democracia e memória”, em conjunto com Andreia Galvão, dirigente que em Setembro vai voltar ao Parlamento, desta vez para substituir Fabian Figueiredo durante um mês, depois de também ter substituído Mariana Mortágua.

A antiga coordenadora nacional do BE Mariana Mortágua – que no ano passado anunciou que não pretendia recandidatar-se ao cargo que ocupava apenas há dois anos – vai encabeçar um debate intitulado “Iluminismo das trevas: a subversão dos tecno-oligarcas”.

Os fundadores do BE Francisco Louçã, Fernando Rosas e Luís Fazenda também vão marcar presença neste evento. Louçã vai encabeçar um painel intitulado “O mundo está a ensinar as crianças a drogarem-se. O que faremos?”, Rosas falará sobre “Neofascismo e contrarrevolução” e Fazenda deixa a pergunta: “Quantas vezes precisa a NATO de morrer?”.

O conflito na Faixa de Gaza será abordado por Fabian Figueiredo, a eurodeputada Catarina Martins e a palestiniana Tamam Abusalama, num debate intitulado “Justiça pela Palestina – pode a UE travar o genocídio?”.

À Lusa, a dirigente do BE Andreia Galvão destacou “o ataque à Segurança Social, o papel do sindicalismo na construção de uma escola pública de qualidade, e o tema das empresas tecnológicas, desde a vigilância à adição”, que será abordada por Louçã, como os principais temas desta rentrée.

A bloquista salientou que o Fórum “é também um momento de escuta com pessoas de outros quadrantes” políticos “e também de outras experiências”, considerando “fundamental uma nova política de esperança e tornar a esperança normal outra vez”.

O BE atravessa um dos momentos mais conturbados da sua história, com apenas um deputado no parlamento. Em julho, um grupo de 60 bloquistas, entre os quais o histórico da UDP Mário Tomé e o ex-deputado Pedro Soares, anunciaram a saída do BE por considerarem que o seu partido acabou e criticando o rumo dos últimos anos.

Na altura, a Direcção do BE lamentou esta desvinculação e considerou que as divergências com estes militantes se manifestavam “há muito”, incluindo “na crítica da posição solidária do Bloco com o povo ucraniano”.

 

 

 

Notícias relacionadas

Política

Visita do diretor da CIA a Moscovo levanta especulações sobre a NATO e negociações de paz

A visita não anunciada do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Moscovo na passada terça-feira gerou intensa especulação diplomática, com Donald Trump a confirmar a presença do chefe das secretas norte-americanas na capital russa. Segundo o The Wall Street Journal, Ratcliffe terá transmitido um aviso preventivo a Moscovo contra qualquer ação agressiva contra países da NATO, além de ter abordado as tensões no Médio Oriente e a influência do Irão. A Casa Branca desdramatizou a deslocação, mas a convergência de temas sensíveis indica um momento de alta sensibilidade estratégica. Moscovo, através de Dmitri Peskov, rejeitou os relatos de ultimato quanto à NATO, acusando os governos europeus de hostilidade. Trump reforçou ter mantido "boas conversas" com Putin e garantiu que o Kremlin não tenciona atacar territórios cobertos pelo Artigo 5.º, enquanto os serviços de informação europeus confirmaram não existirem indícios de preparação ofensiva russa contra a UE ou a NATO.

oRegiões28/08/26, 14:15
Presidenciais em França: ameaças à União Europeia e promessas de anular dívida pública marcam primeiro debate
Política

Presidenciais em França: ameaças à União Europeia e promessas de anular dívida pública marcam primeiro debate

O primeiro debate das eleições presidenciais em França foi marcado pelas posições radicais de Marine Le Pen e Jean-Luc Mélenchon, ambos ameaças à União Europeia, prometendo desafiar as regras europeias e anular a dívida pública. Os dois candidatos de extremos opostos do espectro político convergiram nas críticas às políticas da UE, destacando-se dos restantes candidatos que assumiram posições mais moderadas.

SIC Notícias28/08/26, 14:13
Política

Por que o Brasil não tem bomba atômica, como propõe Renan Santos?

O Brasil nunca desenvolveu uma bomba atômica apesar de ter avançado tecnologicamente no setor nuclear. A principal razão é a ausência de uma ameaça externa concreta que justifique o enorme investimento necessário para criar um programa de armas nucleares. Além disso, os altos custos de desenvolvimento, manutenção e as consequências diplomáticas internacionais tornaram a proposta politicamente inviável. O artigo também menciona a posição de Renan Santos sobre o tema.

BBC News Brasil28/08/26, 14:04
Governo português lamenta morte do rei Harald V que recorda como "referência moral"
Política

Governo português lamenta morte do rei Harald V que recorda como "referência moral"

O Governo português lamentou a morte do rei Harald V da Noruega, enviando ao homólogo norueguês, Espen Barth Eide, "as mais sentidas condolências pelo falecimento de sua majestade", enquanto recordava o monarca como uma "referência moral". O Ministério dos Negócios Estrangeiros português expressoupublicamente o pesar do país pela morte do rei norueguês, que faleceu aos 87 anos após um longo período de doença.

Correio da Manhã28/08/26, 14:01