A STCP apresentou um pedido de indemnização de três milhões de euros à Metro do Porto, alegadamente para compensar prejuízos causados pela suspensão e condicionamento de linhas de eléctricos durante quase cinco anos. A empresa intermunicipal de transportes justifica este pedido com os impactos financeiros decorrentes das perturbações nos serviços.
As obras de construção da Linha Rosa, actualmente em curso, foram a causa das alterações ao serviço de eléctricos. A Linha 18 sofreu condicionamentos e a Linha 22 teve a circulação completamente cortada durante praticamente cinco anos, afectando os passageiros e os resultados operacionais da STCP.
A Metro do Porto é uma empresa do Estado central, enquanto a STCP é uma empresa intermunicipal. Esta diferença de tutela institucional está na base da dinâmica do processo, com a STCP a preparar o envio de uma factura formal à empresa responsável pela infraestrutura metroviária.
O litígio surge num contexto de investimento significativo na expansão da rede do Metro do Porto, com a Linha Rosa a representar uma das maiores obras de expansão do sistema de transportes na Área Metropolitana do Porto. A resolução deste diferendo poderá ter implicações para outros projectos de mobilidade na região.




