Prejuízo por “falsos acidentes” até junho perto do valor total de 2025Foto de DANIEL QUEIROZ no Pexels
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Prejuízo por “falsos acidentes” até junho perto do valor total de 2025

Jornal do Algarve28 de agosto de 2026 às 10:44

A Guarda Nacional Republicana alertou para o aumento significativo das burlas por "falsos acidentes" de viação em Portugal, que na primeira metade de 2026 causaram prejuízos acumulados de 72.540 euros, quase igualando o valor total de 2025. Foram registadas 30 denúncias, um aumento de 15,4% face ao período homólogo, com o distrito de Faro a liderar com seis ocorrências. Os burlões simulam colisões inexistentes para exigir pagamentos imediatos e aceder diretamente aos cartões e códigos bancários das vítimas, sendo que num caso aislado o prejuízo atingiu 15.450 euros. A GNR sublinhou que os suspeitos visam estrategicamente condutores com mais de 60 anos, explorando a sua vulnerabilidade emocional, receio de complicações legais e menor familiaridade com métodos de pagamento eletrónico, prevendo que o impacto financeiro de 2026 ultrapasse largamente o do ano anterior.

Na primeira metade de 2026, as burlas por “falsos acidentes” causaram um prejuízo acumulado de 72.540 euros às vítimas, perto do valor total de 2025 (77 480 euros), disse a hoje Guarda Nacional Republicana (GNR).

Num comunicado, a GNR alertou para a “crescente sofisticação” da simulação de acidentes de viação, tendo sido registado um caso em que o prejuízo atingiu 15.450 euros.

A dimensão dos prejuízos revela “um agravamento substancial”, sublinhou a Guarda, impulsionado pela utilização de novos métodos de extorsão e pelo acesso direto aos cartões e códigos bancários dos lesados

A GNR prevê que o impacto financeiro global de 2026 “venha a ultrapassar largamente” o do ano passado.

Entre janeiro e junho, a Guarda contabilizou 30 denúncias deste fenómeno, o que representa um aumento de 15,4% face aos 26 casos reportados em igual período de 2025.

O distrito de Faro lidera a incidência em 2026 com seis ocorrências, seguindo-se Lisboa, Porto, Viseu e Beja.

Neste crime, os suspeitos simulam colisões inexistentes para exigir pagamentos imediatos e aceder a contas bancárias das vítimas.

“A escolha deliberada de condutores com mais de 60 anos constitui uma estratégia central dos burlões”, sublinhou a GNR.

“Os suspeitos exploram a vulnerabilidade emocional, o receio de complicações legais e a menor familiaridade com métodos de pagamento eletrónico, visando um público que tipicamente detém maior disponibilidade financeira imediata”, acrescentou a Guarda.

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