A aposentada Vivien Rosenzweig, de 67 anos, moradora do 12º andar de um prédio em Copacabana, enfrenta há pelo menos quatro meses uma infestação incomum de mosquitos que persiste mesmo durante o inverno no Rio de Janeiro. Ela relata ter acordado com mais de 40 marcas vermelhas apenas no rosto em uma manhã recente, e afirma já ter recorrido a diversas medidas de combate, como ventilador, repelente de tomada, inseticida spray, citronela e receitas caseiras — sem obter sucesso.
A situação relatada por Vivien não é isolada. Moradores de outras regiões da cidade também têm enfrentado problemas semelhantes, com mosquitos incomodando mesmo em pleno inverno, quando a situação normalmente seria menos grave. A aposentada descreve a experiência como uma guerra, comparando os insetos a seres quase invencíveis que parecem usar máscara, já que os repelentes não funcionam contra eles.
O fenômeno El Niño é apontado como possível causa para essa infestação atípica. O clima anormal causado pelo fenômeno pode estar alterando os padrões sazonais e favorecendo a proliferação dos mosquitos mesmo durante os meses mais frios, o que normalmente não aconteceria.
Vivien expressa frustração com a situação e desconfia que a origem do problema possa estar relacionada à sujeira na região, mas não encontra soluções eficazes para conter os mosquitos que continuam a invadir seu apartamento e sugar seu sangue.




