A Avenida Sá da Bandeira, em Coimbra, é descrita como o eixo central da cidade que se modernizou há século e meio, servindo de palco para manifestações democráticas e transportes. O autor, coordenador do movimento Cidadãos por Coimbra, defende que a avenida precisa de mais atenção e que lhe faltam espaços de paz, referindo-se aos elementos militares de manutenção e ao monumento aos combatentes da Primeira Guerra Mundial, que não contém informação sobre o corpo expedicionário português.
A avenida possui lagos e espaços amplos de calçada à sombra de plátanos, que segundo o autor poderiam ser apetrechados com bancos e mesas para promover o convívio entre as pessoas. No entanto, em ambos os lados da avenida existem edifícios que carecem de intervenção reabilitadora, incluindo o velho Grémio dos Lojistas, a abalroada Marques, uma colchoaria junto ao centro comercial, um monótono edifício junto à Polícia Municipal e uma casa das artes da FBB que ainda não foi recuperada.
O artigo alerta também para um problema noturno na avenida, caracterizado por gritarias e brigas à porta de estabelecimentos que vendem comida durante toda a noite, deixando os passeios sujos de copos e embalagens que são disputados por pombos ao amanhecer.
O coordenador do movimento Cidadãos por Coimbra apela à ajuda, voz e intervenção dos cidadãos para melhorar a Avenida Sá da Bandeira, salientando que esta necessidade é urgente e deve ser tratada agora.
Eixo central da Coimbra que há século e meio se fez moderna, de todas as manifestações democráticas, de todos os transportes mais o que está para vir, a nossa Avenida precisa de mais atenção.
Faltam-lhe espaços de paz.
Sem desconsideração para o marquês que lhe deu o nome e que foi um rijo lutador pela liberdade, vejamos: manutenção militar, monumento aos combatentes da desgraçada Grande Guerra de 14-18, (sem qualquer elemento informativo sobre o que aconteceu ao corpo expedicionário português) … não me admira que até os belos plátanos pareçam, no verão, vestidos de camuflado.
E, no entanto, temos os lagos, os espaços amplos de calçada à fresca sombra dos ditos plátanos, a pedir bancos e talvez mesas, dispostos com bom gosto, propícios à conversa e ao diálogo entre humanos.
Dum lado e do outro da Avenida, há prédios a necessitar de intervenção reabilitadora: o velho Grémio dos Lojistas (depois sede da ACIC), a abalroada Marques, a “colchoaria” ao lado do centro comercial avenida a quem há dias disfarçaram o mísero estado, entaipando-lhe de branco o rés-do-chão, o incompreensível mono ao lado da Polícia Municipal, a expectante casa das artes da FBB, que tarda a ressuscitar.
Mas há outra “guerra feia” nas noites da Avenida: a das gritarias e das brigas, à porta de botecos que vendem comida durante toda a noite e deixam os passeios imundos de copos e embalagens que os pombos disputam de madrugada.
A nossa Avenida precisa da nossa ajuda, da nossa voz, da nossa intervenção.
Agora.
(*) Coordenador do movimento Cidadãos por Coimbra