Nepal: China mantém operações de busca no Tibete sob ameaça de nova catástrofeFoto de 虎 曼 no Pexels
Ocorrências

Nepal: China mantém operações de busca no Tibete sob ameaça de nova catástrofe

Jornal Económico28 de agosto de 2026 às 08:54

As equipas de resgate chinesas continuam hoje as operações de busca e retirada de residentes e turistas na região de Gyirong, no Tibete, junto à fronteira com o Nepal, após um deslizamento de lama gigantésco que arrastou água, lama e detritos entre as encostas dos Himalaias. O fenómeno, provocado pelo colapso de parte de um glaciar em altitude segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, obrigou à evacuação de 499 residentes e 555 turistas desde quarta-feira, 26 de agosto. Cerca de 700 bombeiros, apoiados por drones e cães de busca, estão mobilizados na zona, onde grande parte da rede rodoviária está intransitável.

O balanço provisório regista três mortos e 558 desaparecidos do lado chinês, enquanto no Nepal já foram confirmadas 469 mortes e 910 pessoas desaparecidas, entre as quais 517 estrangeiros. O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou que três cidadãos portugueses estão desaparecidos, um homem e duas mulheres.

As autoridades chinesas emitiram um alerta para o risco de rutura, nos próximos três dias, de uma vasta albufeira formada na sequência do deslizamento, que contém atualmente dois milhões de metros cúbicos de água e poderá receber mais três milhões. O Ministério dos Recursos Hídricos instruiu as autoridades locais a identificarem as pessoas nas zonas suscetíveis de serem afetadas, prevendo-se que o nível da água atinja o ponto máximo em 01 de setembro.

Grandes quantidades de alimentos, água potável, tendas, cobertores, fogões e geradores foram transportadas para a região. A região autónoma do Tibete é praticamente inacessível a jornalistas estrangeiros, que geralmente só podem deslocar-se ao território durante visitas organizadas pelas autoridades.

Nepal

As equipas de resgate chinesas mobilizadas após um deslizamento de lama no Tibete prosseguem hoje as operações de busca e retirada de residentes e turistas, perante a ameaça da rutura de uma albufeira a montante.

Desde quarta-feira 26 de agosto, 499 residentes e 555 turistas foram retirados para locais seguros, informou a emissora estatal chinesa CCTV.

Cerca de 700 bombeiros, apoiados por drones e cães de busca, foram mobilizados para a região de Gyirong, na fronteira com o Nepal, atingida na quarta-feira por uma gigantesca vaga de água, lama e detritos que arrastou tudo à sua passagem.

O fenómeno, provocado, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, pelo colapso de parte de um glaciar em altitude, causou, do lado chinês, três mortos e 558 desaparecidos, segundo o mais recente balanço provisório, que poderá ainda ser revisto.

A massa de água, lama e detritos precipitou-se depois entre as encostas dos Himalaias em direção ao Nepal.

Do lado nepalês, 469 pessoas morreram e 910 estão desaparecidas, entre as quais 517 estrangeiros, numa região frequentada por caminhantes e peregrinos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros disse na quinta-feira que há três cidadãos portugueses desaparecidos no Nepal e no Tibete, um homem e duas mulheres.

O acesso à zona, situada num vale, continua difícil do lado chinês, uma vez que grande parte da rede rodoviária está intransitável.

As equipas de resgate trabalham agora perante a ameaça de uma nova catástrofe.

As autoridades emitiram um alerta para o risco de rutura, nos próximos três dias, de uma vasta albufeira formada na sequência do deslizamento de lama, segundo os órgãos de comunicação estatais, que citaram o Ministério dos Recursos Hídricos.

A albufeira “apresenta um elevado risco de rutura e transbordamento, podendo provocar uma cheia significativa a jusante”, informou a agência de notícias oficial chinesa Xinhua.

A albufeira contém atualmente dois milhões de metros cúbicos de água e já ultrapassou a sua capacidade, segundo a CCTV. Poderá, contudo, receber mais três milhões de metros cúbicos nos próximos três dias.

O nível da água deverá atingir o ponto máximo em 01 de setembro, acrescentou a estação estatal.

O Ministério dos Recursos Hídricos instruiu as autoridades locais a acompanharem de perto o volume de água e a precipitação e a identificarem as pessoas que vivem nas zonas suscetíveis de serem afetadas, segundo a Xinhua.

Grandes quantidades de cevada, arroz, farinha, óleo alimentar, água potável, massa instantânea, tendas, camas de campanha, cobertores, fogões e geradores foram, entretanto, transportadas para a região, informou ainda a CCTV.

A região autónoma do Tibete é praticamente inacessível a jornalistas de órgãos de comunicação social estrangeiros, que geralmente só podem deslocar-se ao território durante visitas organizadas pelas autoridades.

Os turistas estrangeiros podem visitar o Tibete, mas têm de solicitar previamente uma autorização específica e as suas deslocações são estritamente controladas.

Notícias relacionadas

Ocorrências

Homem que estava desaparecido em VN de Oliveirinha já foi localizado

O homem José Pedro, que estava desaparecido após ter saído de uma instituição em Vila Nova de Oliveirinha na tarde de ontem, já foi localizado. As autoridades e populares tinham estado a procurar o homem, que agora foi encontrado em segurança.

Diário de Coimbra28/08/26, 10:25
Menina de 9 anos ferida grave em queda nas Caldas da Rainha
Ocorrências

Menina de 9 anos ferida grave em queda nas Caldas da Rainha

Uma menina de 9 anos ficou gravemente ferida após cair do segundo andar de um prédio nas Caldas da Rainha. A criança foi assistida no local e transportada para receber cuidados hospitalares.

Correio da Manhã28/08/26, 10:09
Polícia Judiciária alarga investigação de assaltos ao ouro na Margem Sul
Ocorrências

Polícia Judiciária alarga investigação de assaltos ao ouro na Margem Sul

A Polícia Judiciária está a alargar a investigação aos assaltos a ourivesarias na Margem Sul, procurando estabelecer ligações entre dois roubos nessa região e outras ocorrências semelhantes, incluindo o roubo de 48 mil euros em ouro em Lisboa.

Correio da Manhã28/08/26, 10:08
Esfaqueia colegas de casa com canivete após discussão por motivos religiosos em Lagoa
Ocorrências

Esfaqueia colegas de casa com canivete após discussão por motivos religiosos em Lagoa

Um homem esfaqueou os seus colegas de casa com um canivete após uma discussão por motivos religiosos em Lagoa. O suspeito apresentava um quadro mental instável após a prática do crime. As vítimas encontram-se internadas nos cuidados intensivos.

Correio da Manhã28/08/26, 10:07