Irajá, bairro da zona norte do Rio de Janeiro, possui um pequeno morro chamado Monte Escada de Jacó, que antigamente era usado por traficantes para o sistema de comunicação conhecido como "micro-ondas". Hoje, o local se transformou em um reduto de fé, frequentado principalmente por evangélicos neopentecostais, onde são realizados cultos, estudos bíblicos e orações em diversos cantos do morro. No sábado em que a matéria foi visitada, o local estava bastante cheio, com uma feira de itens religiosos se formando ao redor.
O bairro também possui história militar, tendo sido local de um fortim militar. Irajá quase chegou a se tornar uma cidade autônoma, mas isso nunca se concretizou.
Em 1711, o Rio de Janeiro foi invadido por corsários franceses liderados por René Duguay-Trouin. O governador da época, Francisco de Castro Morais, conhecido como "Vaca", menosprezou o poder de fogo inimigo e acabou tendo que fugir da cidade, em uma situação descrita como "salve-se quem puder".
O líder francês Duguay-Trouin fez uma exigência clara: ou a cidade pagaria com ouro e gado, ou seria incendiada. A situação funcionava como um sequestro típico. Os moradores organizaram uma espécie de vaquinha para pagar o valor exigido pelos invasores.




