António Nunes, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, defende que os bombeiros precisam de um comando nacional, financiamento estável e uma resposta integrada assente na cooperação entre forças de emergência. Estas são as suas principais reivindicações para melhorar o sistema de proteção civil em Portugal.
O responsável alerta que a situação atual de escassez de recursos e promessas por cumprir representa uma fragilidade para o país. Em entrevista ou declaração pública, Nunes utiliza uma imagem forte para ilustrar a sua posição: ver bombeiros a pedir esmola de mão estendida nos semáforos é, segundo ele, um sinal de pobreza da democracia portuguesa.
O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses dirige críticas às promessas políticas que têm vindo a ser adiadas desde a tragédia de Pedrógão Grande em 2017. Este evento, que provocou mais de uma centena de mortos, deveria ter sido o ponto de partida para uma reformulação profunda do sistema de combate a incêndios rurais, mas as medidas prometidas não terão avançado de forma consistente.



