Covilhã lidera registo de destruição florestal e concentra maiores perdas em PortugalFoto de Jose Cruz no Pexels
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Covilhã lidera registo de destruição florestal e concentra maiores perdas em Portugal

oRegiões28 de agosto de 2026 às 08:00

A Covilhã é o município com maior área ardida em Portugal continental entre 2020 e 2025, segundo o relatório do Instituto Nacional de Estatística. O município serrano perdeu 28,8 mil hectares de floresta e mato, seguido pelo Sabugal com 22,6 mil hectares e Sernancelhe com 19,5 mil hectares. Os dez concelhos mais fustigados situam-se exclusivamente nas regiões Norte e Centro, que juntas agregaram 90,7 por cento de toda a superfície consumida pelo fogo no país.

Ao longo do quinquénio analisado, as autoridades contabilizaram 50.218 deflagrações em todo o território nacional. Trinta e um por cento de todas as ocorrências tiveram início em áreas classificadas com níveis de perigosidade alta e muito alta. A reincidência das chamas revelou-se particularmente grave na região Norte, onde concelhos como Arcos de Valdevez, Baião, Chaves, Cinfães, Ponte da Barca, Sernancelhe e Vila Real registaram cada um mais de mil hectares calcinados repetidamente.

O relatório identificou ainda problemas nos tempos de resposta dos meios de socorro. Cerca de 69,6 por cento das zonas com perigosidade elevada ou máxima situam-se a mais de 15 minutos de distância do quartel de bombeiros mais próximo, o que agrava a vulnerabilidade das populações rurais do interior. Os concelhos de Góis e da Pampilhosa da Serra apresentam a situação mais crítica, com mais de 80 por cento da sua superfície nesta faixa de difícil cobertura operacional, levando os especialistas a recomendar um reforço dos meios de prevenção ativa e da gestão florestal preventiva nestes pontos mais isolados do país.

A Covilhã surge como o município com maior área ardida em Portugal continental entre 2020 e 2025, revelou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE) no seu mais recente relatório nacional. O documento sobre a exposição territorial ao risco de fogo rural confirma que o concelho serrano perdeu 28,8 mil hectares de floresta e mato. Logo a seguir surgem o Sabugal, com 22,6 mil hectares consumidos, e Sernancelhe, com um total de 19,5 mil hectares atingidos pelas chamas

O mapa do município com maior área ardida e a pressão no interior

A totalidade dos dez concelhos mais fustigados situa-se exclusivamente nas regiões Norte e Centro de Portugal continental. Estas duas parcelas do território agregaram, em conjunto, 90,7 por cento de toda a superfície consumida pelo fogo no país. Em termos detalhados, o Centro representou 48,6 por cento da destruição florestal, ao passo que o Norte concentrou 42,1 por cento dos danos totais. Ao longo do quinquénio analisado pelos peritos, as autoridades contabilizaram 50 218 deflagrações em todo o território nacional.

Além disso, 31 por cento de todas as ocorrências tiveram início em áreas classificadas formalmente com níveis de perigosidade alta e muito alta. A reincidência das chamas revelou-se um problema grave, sobretudo nas serras nortenhas com declives acentuados e povoamento disperso.

«A repetição da área ardida assumiu particular expressão na região Norte», assinala o relatório oficial divulgado pela autoridade estatística portuguesa. Vários concelhos viram parcelas extensas arder mais do que uma vez durante o mesmo período de cinco anos.Com efeito, Arcos de Valdevez, Baião, Chaves, Cinfães, Ponte da Barca, Sernancelhe e Vila Real registaram, cada um, mais de 1 000 hectares calcinados repetidamente.

Socorro tardio agrava vulnerabilidade das populações

A par da destruição da mancha verde, o estudo avaliou os tempos de resposta dos meios de socorro no terreno. O diagnóstico aponta para debilidades estruturais que condicionam o combate inicial às chamas nas zonas rurais do interior. Cerca de 69,6 por cento das zonas com perigosidade elevada ou máxima situam-se a mais de 15 minutos de distância do quartel mais próximo. Por conseguinte, a chegada das primeiras equipas de combate sofre atrasos significativos durante a fase crítica da ignição. «Entre os municípios com maior área de alta e muito alta perigosidade localizada a mais de 15 minutos de tempo de deslocação de uma corporação de bombeiros, predominavam os municípios das regiões Norte e Centro», sublinham os autores da análise.

Os concelhos de Góis e da Pampilhosa da Serra surgem na situação mais crítica, com mais de 80 por cento da sua superfície nesta faixa de difícil cobertura operacional. Por essa razão, os especialistas recomendam um reforço dos meios de prevenção activa e da gestão florestal preventiva nestes pontos mais isolados do país. 

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