Os Açores tornaram-se a primeira região de Portugal a avançar com uma experiência de semana de quatro dias na função pública. Desde janeiro, 400 trabalhadores de 14 departamentos governamentais testaram um horário de trabalho reduzido durante seis meses, com o projeto a terminar no final de junho de 2026. O relatório com os resultados estará pronto já em setembro.
O projeto foi coordenado por Rita Fontinha, professora na Henley Business School da Universidade de Reading, com Pedro Gomes como cocoordenador. Os trabalhadores aderiram voluntariamente e o projeto foi também apresentado aos sindicatos, com duas propostas em cima da mesa: trabalhar 32 horas semanais em quatro dias de oito horas, ou em quatro dias de sete horas e um quinto dia de quatro horas. Em ambos os casos, não houve cortes na remuneração.
Pedro Gomes revelou que os departamentos não reduziram o período de abertura nem contrataram mais trabalhadores, tendo o foco incidido na melhoria de processos e no uso de tecnologia. O cocoordenador adiantou que o projeto "correu muito bem".
O Governo de José Manuel Bolieiro pretende compreender o impacto desta medida na produtividade e na satisfação dos trabalhadores, sem comprometer a qualidade do serviço prestado. O objetivo é identificar oportunidades para agilizar processos, desburocratizar e tornar o emprego público mais atrativo para os jovens.

Açores é a primeira região de Portugal a avançar com a experiência da semana de quatro dias ao nível da função pública: 400 funcionários de 14 departamentos, testam desde janeiro um horário de trabalho reduzido. “Correu muito bem”, diz ao JE, Pedro Gomes, cocoordenador do projeto, coordenado por Rita Fontinha, professora na Henley Business School, Universidade de Reading.
À semelhança do piloto realizado no continente em 2023 junto de empresas privadas, o piloto açoriano teve a duração de seis meses, terminando no final de junho. O relatório estará pronto já setembro e será a partir dele que o Governo de José Manuel Bolieiro decidirá os próximos passos.
As quatro centenas de trabalhadores alinharam voluntariamente no projeto, que também foi apresentado aos sindicatos. Em cima da mesa estavam duas propostas à escolha: trabalhar uma semana de 32 horas, com quatro dias de oito horas ou uma semana de 32 horas, com quatro dias de sete horas e um quinto com quatro horas. Em ambos casos, sem cortes na remuneração.
Os departamentos não reduziram o período de abertura, nem contrataram mais trabalhadores, estando o foco centrado na melhoria de processos e no uso de tecnologia, revela Pedro Gomes ao JE.
O Governo da AD quer perceber que impacto tem uma tal medida na produtividade e na satisfação dos trabalhadores, sem beliscar a qualidade do serviço prestado às pessoas e às empresas. Pretende identificar oportunidades onde pode agilizar processos, desburocratizar e tornar o emprego público mais atraente para os jovens.