📊 Como a guerra afetou as nossas vidas em seis gráficos
Eco28 de agosto de 2026 às 06:54
Passam seis meses desde que os EUA e Israel iniciaram os ataques ao Irão, um conflito que teve impacto direto nos preços da energia em todo o mundo. O Irão encerrou o Estreito de Ormuz, por onde passavam 20% do consumo mundial de petróleo, fazendo o preço do barril disparar para perto dos 100 dólares. Chegou-se a temer uma escalada até aos 200 dólares ou mais, mas o início de negociações para um acordo de paz trouxe algum alívio, embora os analistas duvidem que os preços voltem aos níveis pré-guerra.
O aumento dos preços do petróleo refletiu-se diretamente nos combustíveis em Portugal. A guerra trouxe um aumento de 30% no preço do litro de gasóleo e de 20% no litro de gasolina. Quanto ao gás natural na Europa, o preço por MWh está em máximos de quatro anos, perto dos 70 dólares, mas o impacto foi mais contido do que na altura da invasão da Ucrânia pela Rússia, quando chegou a superar os 300 dólares por MWh.
A inflação na Zona Euro voltou a subir para 3% em maio, depois de um período de estabilidade perto dos 2%, levantando receios de uma nova espiral inflacionista. Os mercados accionistas em Lisboa e na Europa estão perto de máximos históricos apesar da incerteza, embora os primeiros dias do conflito tenham provocado alguma desconfiança nos investidores, que recuou quando as partes fizeram uma pausa nos ataques em abril e iniciaram negociações.
Perante o risco de escalada descontrolada dos preços, o BCE já subiu as taxas de juro directoras em junho e a próxima reunião, agendada para 10 de setembro, deverá trazer um novo agravamento. Isabel Schnabel, membro do conselho executivo do BCE, defendeu que as taxas terão de subir ainda mais. Para quem tem crédito à habitação indexado à Euribor, a prestação mensal está a subir, penalizando as famílias tanto pela inflação como pelo custo acrescido do crédito.
Passam seis meses desde o início do conflito entre os EUA e o Irão.Leonor Gonçalves/ECO
Ir ao posto de abastecimento encher o depósito do carro ficou bem mais caro desde que os EUA e Israel iniciaram os ataques ao Irão, há seis meses. Os preços dos combustíveis disparam, mas a guerra no Médio Oriente afetou o bolso dos portugueses (e não só) em várias dimensões. Por exemplo, na prestação da casa que tem vindo a subir à boleia do agravamento dos juros. Estes seis gráficos mostram como o conflito afetou as nossas vidas.
Barril perto dos 100 dólares
Nos últimos seis anos, três choques petrolíferos provocaram fortes disrupções no mercado e nos preços do barril. Na pandemia, chegaram mesmo a valores negativos perante os confinamentos impostos em todo o mundo.
A invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022 atirou os preços para mais de 130 dólares, mas o impacto das sanções impostas a Moscovo foi sendo mitigado. Até ao início de 2026. Com os ataques dos EUA e Israel, o Irão determinou o encerramento do Estreito de Ormuz com a ameaça de atacar quem lá passasse. Até então 20% do consumo mundial de petróleo passava por aí.
Chegou-se a temer uma escalada do preço até aos 200 dólares ou mais. O início das negociações para um acordo de paz levou a um novo alívio dos preços do barril. Mas os analistas duvidam que as cotações voltem a níveis pré-guerra.
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O susto de ir à bomba
O aumento dos preços do petróleo e dos produtos refinados por causa da guerra no Irão está a refletir-se diretamente (e penosamente) no bolso dos portugueses quando vão à bomba abastecer o depósito do carro. É um susto que apanham a cada segunda-feira, quanto os preços dos combustíveis são normalmente atualizados.
A guerra trouxe um aumento de 30% no preço do litro de gasóleo e de 20% no litro de gasolina. Isto sem contar com os descontos aplicados no imposto sobre produtos petrolíferos (ISP) que tem mitigado o esforço financeiro dos automobilistas.
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Gás sobe mas muito menos do que há três anos
A menor dependência da Europa em relação ao gás do Médio Oriente fez com que a guerra no Irão tivesse tido um impacto mais contido nos preços do que na altura da invasão da Ucrânia pela Rússia.
Ainda assim, com o preço por MWh perto dos 70 dólares, o gás natural na Europa está em máximos de quatro anos e também pesa no bolso das famílias e empresas europeias. Em agosto de 2022 chegou a superar os 300 dólares por MWh com as sanções impostas pela União Europeia a Moscovo e o fim das compras de gás aos russos.
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Ações em máximos após impacto inicial
Tanto em Lisboa como na Europa as ações estão perto de máximos históricos apesar de toda a incerteza que continua a pairar sobre o desfecho da guerra.
Ainda assim, os primeiros dias do conflito provocaram alguma mossa na confiança dos investidores. A desconfiança ficou para trás quando as duas partes fizeram uma pausa nos ataques no início de abril e sentaram-se à mesa para negociar. Ainda não há qualquer vislumbre de um acordo.
Entretanto, o conflito entrou agora numa nova fase de menor escalada militar e maior tensão económica, depois de Washington ter anunciado esta semana um plano para tentar isolar o Irão economicamente do resto do mundo e reprimir o regime de Teerão pela repressão financeira.
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Energia renova receios de nova espiral inflacionista
O agravamento significativo dos preços da energia, ao dispersarem-se por toda a economia, traz consigo um aumento dos preços dos bens e serviços que consumimos no dia a dia. Foi assim após o fim da pandemia com a abertura rápida da economia e após a invasão da Ucrânia. Em outubro de 2023 a inflação na Zona Euro superou mesmo os 10%.
A receita para o desastre poderia repetir-se com a guerra no Irão. Os preços voltaram a aquecer com a inflação a subir para 3% em maio, depois de um período de relativa estabilidade perto dos 2%. Os receios de uma nova espiral inflacionista levaram o banco central a atuar.
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BCE intervém para evitar nova crise de preços
Face ao risco de uma nova escalada descontrolada dos preços, o BCE já teve de subir as taxas de juro diretoras em junho. A próxima reunião agendada para 10 de setembro vai trazer um novo agravamento. E não será o último. A membro do conselho executivo do BCE Isabel Schnabel defendeu esta semana que as taxas terão de subir ainda mais para travar a pressão inflacionista.
Para quem está a pagar o crédito da casa ao banco, o aperto do banco central significa que a prestação mensal do empréstimo indexado à Euribor também está a subir. As famílias já sentem no bolso a subida da inflação e também são penalizadas com o agravamento do custo do crédito.
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Várias autarquias portuguesas estão a acabar com os serviços de aluguer de trotinetas elétricas, e as empresas do setor adiantam que têm vindo a adaptar os seus serviços às diferentes regras impostas por cada município. A tendência levanta questões sobre o futuro da mobilidade partilhada em Portugal e os desafios de regulamentação local.
A próxima semana deverá trazer alterações nos preços dos combustíveis, com algumas categorias de combustível a registarem subidas e outras descidas. A atualização indica que os consumidores devem estar atentos às variações nos preços nas gasolineiras.
A fábrica da Nordic EPod em Viana do Castelo já iniciou a laboração, produzindo equipamentos de receção, transformação, distribuição e estabilização de energia para data centers. Trata-se de um investimento de cerca de 50 milhões de euros por parte do CTS Group e da Eaton, com encomendas garantidas até junho de 2027. A unidade fabril, instalada entre Darque e Vila Nova de Anha numa área de 110 mil metros quadrados, prevê produzir cerca de 450 EPODs por ano, com um volume de negócios anual de 650 milhões de euros, sendo que 90% da produção é destinada à exportação para Europa e Médio Oriente. A empresa prevê criar aproximadamente 500 postos de trabalho e já opera com dois turnos, devendo alargar a laboração no próximo ano.
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) lançou nesta sexta-feira (28) seu primeiro edital para selecionar projetos voltados à promoção, proteção e garantia dos direitos da pessoa idosa. O banco poderá destinar até R$ 15 milhões às iniciativas selecionadas, com recursos provenientes de doações incentivadas dos Fundos dos Direitos do Idoso.