O Novobanco colocou à venda um conjunto de ativos stressados pertencentes a Luís Filipe Vieira, antigo presidente do Benfica, num projeto denominado "Project Horizon". O valor nominal total destes ativos é de 583 milhões de euros, distribuídos por quatro pacotes que incluem subcarteiras, permitindo aos interessados apresentarem ofertas apenas para partes do lote. A operação está no mercado desde junho e está a ser assessada pela KPMG.
Os ativos incluem 66 milhões de euros de dívida sobre ativos em Portugal, 25 milhões de euros de dívida sobre ativos em Moçambique, e 352 milhões de euros em ativos em Portugal, entre os quais se encontram a Páteos da Luz em Tavira, a Quinta dos Salgados em Santa Iria da Azóia, as Portas Santa Luzia em Tavira, o Parque Oriente em Loures e a Quinta do Cochão em Vila Franca de Xira. O lote inclui ainda 140 milhões de euros em unidades de participação no fundo FIAE, cujo NAV é zero.
O Novobanco exerceu este ano a opção de venda das ações da Promovalor e da Inland, mas a operação não foi concretizada por incumprimento de Luís Filipe Vieira. Após uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça que confirmou a conversão de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis de 160 milhões de euros em ações, o banco passou a deter 66% da Promovalor e 63,3% da Inland. Esta put option está agora à venda no âmbito do "Project Horizon".
O banco já provisionou estes ativos a 100%, uma vez que as regras bancárias não permitem manter ativos em incumprimento por mais de oito anos. Ainda não foram recebidas propostas vinculativas, mas vários fundos especializados em distressed assets têm analisado a operação. O Novobanco já tinha conseguido vender outro ativo do malparado de Vieira, o antigo Sheraton na Reserva do Paiva, no Brasil, ao grupo hoteleiro português Vila Galé. O crédito malparado remonta a financiamentos concedidos no período do Banco Espírito Santo.

O conjunto de ativos stressados que pertenceram a Luís Filipe Vieira – e que o Novobanco pôs à venda – tem um valor nominal total de 583 milhões de euros, distribuído pelos quatro pacotes, apurou o Jornal Económico.
Batizado de “Project Horizon”, o projeto – avançado pelo jornal Eco – está à venda no mercado desde junho e incorpora subcarteiras, de forma a permitir que os interessados possam apresentar ofertas apenas para partes do lote.
Este valor resulta da soma das subcarteiras de ativos problemáticos ligados ao antigo presidente do Benfica, que incluem 66 milhões de euros de dívida sobre ativos em Portugal; 25 milhões de euros de dívida sobre ativos em Moçambique; e 352 milhões de euros em ativos em Portugal. Este último montante inclui um direito (put option) do Novobanco, sobre o qual não existem garantias, relativo aos ativos que estão no Fundo de Investimento Alternativo Especializado (FIAE) Promoção e Turismo, criado em 2017 para gerir e reestruturar os créditos e ativos dos grupos Promovalor e Inland detidos pelo Novobanco.
Entre estes ativos estão a Páteos da Luz (Tavira), a Quinta dos Salgados (Santa Iria da Azóia), as Portas Santa Luzia (Tavira), o Parque Oriente (Loures) e a Quinta do Cochão (Vila Franca de Xira).
O Novobanco exerceu este ano a opção de venda das ações da Promovalor e da Inland, mas a operação não foi concretizada “por incumprimento da contraparte (Luís Filipe Vieira)”. Esta put option está agora à venda no âmbito do “Project Horizon”.
Recorde-se que o Novobanco acabou por ficar com a Promovalor II e a Inland, duas sociedades imobiliárias de Luís Filipe Vieira, depois de uma decisão recente do Supremo Tribunal de Justiça ter confirmado a conversão dos Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC), no valor de 160 milhões de euros, em ações. O banco passou a deter 66% da Promovalor e 63,3% da Inland, segundo o Eco.
O “Project Horizon” inclui ainda 140 milhões de euros em unidades de participação no fundo FIAE, cujo NAV (Net Asset Value) “é zero”, segundo as nossas fontes.
Trata-se, portanto, de terrenos sem licenciamento situados nos arredores de Lisboa e no Algarve, de um edifício em Maputo que alberga a sede do Moza Banco, das participações na Promovalor e na Inland e ainda das unidades de participação do Fundo de Investimento Alternativo Especializado. Tudo isto tem um valor nominal de 583 milhões de euros, mas será vendido com um grande desconto, como é prática neste tipo de negócio.
O Novobanco já provisionou estes ativos a 100%, uma vez que as regras bancárias não permitem que os bancos mantenham ativos em incumprimento por mais de oito anos.
O chamado “Project Horizon”, que está a ser assessorado pela KPMG, ainda não recebeu propostas, mas está no mercado e tem sido analisado por vários fundos especializados em distressed assets.
O Eco noticia que as propostas vinculativas terão de ser apresentadas até outubro.
O Novobanco já tinha conseguido vender outro ativo que herdara do malparado de Luís Filipe Vieira: o antigo Sheraton na Reserva do Paiva, no Brasil, que foi vendido ao grupo hoteleiro português Vila Galé. Este era um dos ativos imobiliários integrados no fundo gerido pela C2 Capital Partners. O crédito malparado de Luís Filipe Vieira no Novobanco remonta a financiamentos concedidos no período do Banco Espírito Santo (BES).
Há quatro anos, recorde-se, foi noticiado que o Novobanco avançou para a execução de 7,6 milhões de euros contra o presidente da Promovalor e ex-presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, visando também a empresa imobiliária, a mulher e o seu sócio, segundo o Citius.