Cancelamento de voo da EasyJet de Cabo Verde para o Porto afeta cerca de 130 passageirosFoto de Valentin Perret no Pexels
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Cancelamento de voo da EasyJet de Cabo Verde para o Porto afeta cerca de 130 passageiros

NewsAvia27 de agosto de 2026 às 15:43

Cerca de 130 pessoas foram afetadas pelo cancelamento, na terça-feira, de um voo da EasyJet entre a ilha da Boa Vista, em Cabo Verde, e a cidade do Porto, em Portugal. O voo 6872 estava previsto para sair no dia 25, por volta das 10h00 locais, mas acabou por ser cancelado. Entre os passageiros estava Abel Fernandes, português de 32 anos que viajava de férias na Boa Vista acompanhado por mais duas pessoas, e Eduardo Fernandes, que estava na ilha com a mulher. Alguns viajantes receberam uma mensagem da companhia na noite de segunda-feira a informar sobre o cancelamento.

A EasyJet explicou que a aeronave prevista para operar a rota ficou retida no dia anterior em Basileia, na Suíça, devido a restrições do controlo de tráfego aéreo motivadas por condições meteorológicas adversas na Europa Central. A companhia disse aos passageiros que foram oferecidas transferências gratuitas para o voo seguinte disponível ou reembolso integral, e que quem tomou medidas alternativas por conta própria seria reembolsado por despesas razoáveis.

Os passageiros contactaram as respetivas agências de viagens em Portugal, que começaram a procurar alternativas. Abel Fernandes e os seus dois acompanhantes conseguiram uma solução com destino a Londres, onde se encontravam na quarta-feira, com regresso ao Porto previsto para quinta-feira. No entanto, alguns passageiros permanecem na Boa Vista sem uma data oficial para o regresso, segundo informações não oficiais poderá haver um retorno no dia 1 de setembro. Há ainda passageiros que estão sem a medicação habitual, incluindo medicamentos para a diabetes e hipertensão.

A EasyJet iniciou a operação em Cabo Verde em outubro de 2024 com ligações entre Lisboa e o Porto e a ilha do Sal, tendo alargado a operação em outubro de 2025 à Boa Vista, Praia e São Vicente. O turismo é um dos principais motores da economia cabo-verdiana, representando mais de 70% das exportações do país, que recebeu 1,2 milhões de hóspedes em 2025, mais 6% do que no ano anterior.

Cerca de 130 pessoas foram afetadas pelo cancelamento, na terça-feira, de um voo da EasyJet entre a ilha da Boa Vista, em Cabo Verde, e a cidade do Porto, no norte de Portugal, estando algumas ainda à espera de uma solução, segundo passageiros.

“O voo da EasyJet estava previsto para sair no dia 25, por volta das 10h00 locais (12h00 no continente português), mas acabou por ser cancelado. Eu viajava acompanhado por mais duas pessoas para o Porto”, disse à ‘Lusa’ Abel Fernandes, de 32 anos, de nacionalidade portuguesa, que estava de férias na Boa Vista.

Segundo o passageiro, alguns viajantes receberam uma mensagem da companhia na noite de segunda-feira, a informar que o voo tinha sido cancelado.

Os passageiros contactaram as respetivas agências de viagens em Portugal, que começaram a procurar alternativas, enquanto na Boa Vista aguardavam informações sobre a situação.

“Alguns colegas conseguiram, com as agências de Portugal, alterar os voos e viajar através de escalas”, contou, acrescentando que ele e os dois acompanhantes conseguiram uma alternativa com destino a Londres, onde se encontravam na quarta-feira, com regresso ao Porto previsto para esta quinta-feira.

Segundo o passageiro, os custos dessas alternativas foram suportados pelos próprios passageiros, não tendo recebido confirmação sobre um eventual reembolso.

“Mas isto foi tudo pela agência de Portugal. Da EasyJet, ainda zero respostas”, afirmou.

Entretanto, os passageiros foram encaminhados para um hotel na Boa Vista e “alguns continuam na ilha sem uma data oficial para o regresso a Portugal”.

“Segundo o que os nossos colegas nos estão a dizer, ainda não é nada oficial, mas há uma perspetiva de um retorno no dia 1 de setembro. Não há nenhuma resposta objetiva”, disse.

O passageiro afirmou ainda que alguns dos passageiros que permanecem na Boa Vista estão sem a medicação habitual, incluindo medicamentos para a diabetes e hipertensão.

“Colocaram as pessoas no hotel e até agora nada. Nem resposta, nem recado. Simplesmente deram um alojamento, mas não era isso. As pessoas pretendem ir para as suas casas”, afirmou.

Outro passageiro afetado, ouvido pelo ‘Jornal de Notícias’ que se publica na cidade do Porto, também apontou para cerca de 100 pessoas afetadas pelo cancelamento e afirmou que continuava sem receber informação da EasyJet sobre o reencaminhamento.

Eduardo Fernandes, que estava de férias na Boa Vista com a mulher, disse ao jornal que a agência de viagens não tinha recebido qualquer resposta da companhia e que os passageiros permaneciam alojados num dos hotéis da ilha.

Em esclarecimentos à ‘Lusa’, a EasyJet explicou que o voo 6872, da Boa Vista para o Porto não pôde ser realizado porque “a aeronave prevista para operar essa rota ficou retida, no dia anterior, em Basileia, na Suíça, devido a restrições do controlo de tráfego aéreo, na sequência de condições meteorológicas adversas na Europa Central”.

A companhia disse que aos passageiros foi oferecida a possibilidade de serem transferidos gratuitamente para o voo seguinte disponível ou de receberem um reembolso integral.

Os passageiros que tenham tomado medidas alternativas por conta própria, acrescentou, serão reembolsados por “quaisquer despesas razoáveis”.

Afirmou ainda que os passageiros foram “prontamente informados sobre as opções disponíveis” e que poderiam organizar as suas próprias alternativas, sendo posteriormente reembolsados pelas despesas consideradas razoáveis.

Quanto ao número de passageiros afetados, a companhia disse à ‘Lusa’ que não consegue precisar quantos permanecem na Boa Vista, uma vez que alguns poderão já ter recorrido a outras companhias aéreas para sair da ilha.

A EasyJet iniciou a operação em Cabo Verde em outubro de 2024, com ligações entre Lisboa e o Porto e a ilha do Sal, tendo alargado a operação, em outubro de 2025, à Boa Vista, Praia e São Vicente.

O aumento das ligações aéreas regulares com a Europa tem contribuído para o crescimento do turismo em Cabo Verde, que recebeu 1,2 milhões de hóspedes em 2025, mais 6% do que no ano anterior.

O turismo e atividades relacionadas são um dos principais motores da economia cabo-verdiana, representando mais de 70% das exportações do país africano de língua oficial portuguesa. – LUSA

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