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Um novo recorde mundial

Jornal Económico28 de agosto de 2026 às 00:09

Na semana passada, os Estados Unidos atingiram um novo recorde ao ver a sua dívida pública ultrapassar os quarenta biliões de dólares, o que representa cerca de 125% do PIB. Este marco é particularmente significativo porque o último bilião foi acumulado em menos de cinco meses, enquanto o primeiro bilião de dívida levou mais de 190 anos a formar-se. Atualmente, a dívida americana é quase o dobro da chinesa, que se situa em 22 biliões, e da japonesa, em 9 biliões. Da dívida total, quase um quarto é externa, com Japão, Reino Unido, China, Bélgica e Canadá entre os principais detentores.

O Congressional Budget Office tem alertado repetidamente que a trajetória da dívida é insustentável, projetando que ultrapassará os 60 biliões em menos de 10 anos, com os 50 biliões já esperados por volta de 2030. O país está atualmente a pagar mais de 3 mil milhões de dólares por dia em juros, e os custos de financiamento estão a aumentar significativamente, com as taxas de juro sobre os títulos da dívida nos níveis mais altos em cerca de 20 anos. Os títulos a 30 anos estão a 5,3%, comparando com 1,7% em 2021, e as taxas dos empréstimos hipotecários a 30 anos atingem os 6,6%.

O serviço da dívida está a atingir os 1,4 biliões de dólares, com projeções de chegar aos 1,7 biliões em dois anos. Donald Trump prepara uma nova medida fiscal que taxaria os ganhos de capital apenas em termos reais, ou seja, líquidos de inflação. O Committee for a Responsible Federal Budget projeta que esta medida possa adicionar até 950 biliões à dívida até 2035, com 70% do ganho fiscal a concentrar-se nos 1% mais ricos dos americanos. O défice orçamental deverá atingir os 5,8% do PIB este ano fiscal, e as medidas já anunciadas por Trump neste mandato custam 4,6 biliões em dívida ao longo de dez anos. A popularidade de Trump situa-se em apenas 33%, segundo a Reuters, o nível mais baixo desde que assumiu a presidência.

A semana passada os EUA bateram um novo recorde económico, depois dos mercados de capitais: a sua dívida pública ultrapassou os quarenta biliões (milhões de milhões) de dólares, ou cerca de 125% do PIB. O significado vai mais longe: é que o último bilião levou menos de cinco meses a acumular; o primeiro tinha levado mais de 190 anos. É caso para dizer que efetivamente Trump está a fazer a América grande, até em dívida – a dívida americana é hoje quase o dobro da chinesa, que está em 22 biliões, e da japonesa, em 9 biliões. Desta dívida pouco menos de um quarto é dívida externa, 1,1 biliões pelo Japão, 0,9 pelo Reino Unido, 0,6 pela China e 0,5 por Bélgica e Canadá.

O problema é que o Céu não é o limite. O Congressional Budget Office tem vindo a avisar repetidamente que a trajetória da dívida é insustentável, e que se nada for feito ultrapassará os 60 biliões em menos de 10 anos – os 50 biliões estão já ao virar da esquina, por volta de 2030. Nada do outro mundo para quem está a pagar mais de 3 mil milhões de dólares por dia em juros. Mas as consequências são pesadas. A taxa de juro sobre os títulos da dívida está aos níveis mais altos em cerca de 20 anos; os títulos a 30 anos, por exemplo, estão a 5,3%, que compara com 1,7% em 2021. Isto significa que o financiamento do Estado encareceu, e o da economia também – a taxa dos empréstimos hipotecários a 30 anos vai nos 6,6%. Mais problemas para Trump, com o nível de popularidade mais baixo desde que assumiu a presidência: apenas 33% segundo a Reuters. Qualquer dia o avião do presidente passará a ser o Air Farse One.

A questão é até que ponto a situação está debaixo de controlo. Só o serviço da dívida está a atingir os 1,4 biliões de dólares, e projeta-se que atingirá 1,7 biliões em dois anos. Entretanto, Donald prepara uma nova medida fiscal: só taxar os ganhos de capital em termos reais, isto é, líquidos de inflação. O Committee for a Responsible Federal Budget projeta que até 2035 esta medida acrescente até 950 biliões à dívida – apagar o fogo com gasolina, sobretudo porque o ganho fiscal concentrar-se-ia a 70% nos 1% dos americanos mais ricos. Isto quando o défice orçamental deverá atingir os 5,8% do PIB este ano fiscal (setembro) e as medidas anunciadas por Trump neste mandato já custam em dívida 4,6 biliões em dez anos. Há três mil anos, os mesopotâmios faziam os seus cálculos em astronomia na base 60; pode vir a ser vantajoso fazermos o mesmo quanto aos cálculos sobre a dívida americana.

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