A artista japonesa Yayoi Kusama faleceu aos 95 anos, consolidando-se como uma das maiores artistas contemporâneas do mundo. Em sua autobiografia de 2002, ela revelou que começou a ter alucinações aos 10 anos, quando via flores vermelhas de uma toalha de mesa se espalharem por todo o seu entorno, incluindo seu próprio corpo. Essas alucinações se tornaram a matéria-prima central de toda a sua obra.
A artista desenvolveu uma linguagem visual única, marcada pela repetição infindável de bolinhas coloridas, abóboras, flores e objetos fálicos. Ao reproduzir continuamente essas formas, Kusama dizia ser capaz de "suprimir o medo" causado pelas alucinações. "Dedico-me à arte para corrigir a deficiência que começou na minha infância", declarou.
Com mais de sete décadas de carreira, seu trabalho tornou-se imediatamente reconhecível, comparable à arte pop de Andy Warhol ou aos ready-mades de Marcel Duchamp. Kusama afirmou que enfrentaria Picasso e Matisse com suas bolinhas coloridas, demonstrando a confiança que tinha em sua contribuição singular para a história da arte.




