Os Estados Unidos ampliaram suas ações antidrogas em alto-mar, com aval de aliados, após o registro de 227 mortes no Caribe e no Pacífico. A Casa Branca afirma, sem apresentar provas, que as embarcações atingidas transportavam drogas ilícitas destinadas aos EUA. As operações são realizadas pelas Forças Armadas americanas contra barcos na região.
Entre as vítimas estão homens de diversas nacionalidades que viviam da pesca ou de trabalhos modestos em cidades costeiras. O venezuelano Eduardo Hidalgo, deportado dos EUA, havia acabado de voltar a trabalhar como pescador em Güiria, na Venezuela. Na mesma localidade, seu xará Eduardo Jaime era um jogador de futebol bastante querido. O colombiano Alejandro Medina vivia da pesca de atum em La Guajira, e sua família agora recebe ameaças.
O venezuelano Juan Carlos Fuentes partiu para Trinidad e Tobago após ficar desempregado. Em mensagem enviada à esposa, afirmou que "faria o errado para resolver a vida". O equatoriano Pedro Holguín, peixeiro de Manta, teve seu corpo identificado com ajuda da embaixada do Equador na Costa Rica, para onde seus restos mortais foram levados.
Todos esses homens foram mortos em ataques das Forças Armadas americanas a embarcações no Caribe ou no Pacífico, segundo a narrativa apresentada na matéria.




