A fase de consulta pública da Estratégia Nacional de Armazenamento começou hoje e se estende por 20 dias, anunciou o Governo através do Ministério do Meio Ambiente e Energia. A consulta está disponível na plataforma Participa.pt, onde cidadãos, empresas ou associações podem participar registrando comentários ou documentos.
A estratégia, apresentada pelo Governo em 29 de junho, foi elaborada com base em estudos do INESC-TEC e do Instituto Superior Técnico. O documento apresenta diferentes cenários para os horizontes 2026-2030 e 2026-2040, com o objetivo de reduzir a necessidade de importação de energia e integrar mais energia renovável em Portugal.
A estratégia contempla o armazenamento de energia através de baterias e bombagem hídrica. Segundo a ministra do Meio Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, sempre haverá uma mistura entre esses dois tipos de armazenamento, sendo que o componente de armazenamento hídrico requer autorização de Bruxelas.
A governante explicou que o armazenamento é importante para aproveitar as energias renováveis disponíveis, permitindo armazenar energia quando há muito sol e pouco consumo, e utilizá-la quando há menos sol e vento e maior demanda. A medida também visa a segurança do fornecimento, a estabilização de preços, a competitividade do sistema e a descarbonização.

A fase de consulta pública da Estratégia Nacional de Armazenamento, para armazenar energia com recurso a baterias e a bombagem hídrica, arrancou hoje e prolonga-se por 20 dias, anunciou o Governo.
A consulta pública está disponível em Participa.pt, onde cidadãos, empresas ou associações podem exercer o seu direito de participação e registar comentários ou documentos, nota o Ministério do Ambiente e Energia, em comunicado.
Esta estratégia foi apresentada pelo Governo em 29 de junho, tendo em vista colmatar períodos de défice, alcançar uma maior soberania e contribuir para a estabilização dos preços.
A Estratégia Nacional de Armazenamento, elaborada com base em estudos do INESC-TEC e do Instituto Superior Técnico, tem um período de consulta pública, que abriu agora, e na parte que diz respeito ao armazenamento hídrico carece de autorização de Bruxelas, disse a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, na altura.
O documento aponta diferentes cenários, no horizonte 2026 – 2030 e 2026 – 2040, no sentido de Portugal reduzir a necessidade de importação de energia e passar a integrar mais energia renovável.
“Vai entrar em consulta pública e vamos escolher o cenário“, afirmou então a ministra, indicando que haverá sempre “uma mistura entre armazenagem por baterias e armazenagem hídrica”.
“O armazenamento é importante, porque nos permite tirar partido das energias renováveis disponíveis. Quando há muito sol e pouco consumo, de certo modo perdemos essa energia e isso vai possibilitar armazenar e usar quando existe menos sol e menos vento e existe muito consumo”, explicou a governante, em declarações aos jornalistas no final da apresentação dos relatórios técnicos.
De acordo com a ministra, a medida é importante para a segurança do abastecimento, para o preço, para a competitividade do sistema e para a descarbonização.