Edilson Takahara é pedreiro e trabalhou na fachada de um prédio de 15 andares em Manaus, realizando serviços de troca de pastilhas e revestimentos pendurado em balancim e descendo de rapel. No dia 17 de agosto, ele compareceu ao Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, que atende os estados do Amazonas e Roraima, para defender a própria causa em um processo trabalhista, sem a presença de advogado.
Edilson subiu à tribuna sozinho e fez uma sustentação oral de aproximadamente dez minutos diante dos magistrados. Esse momento processual é tradicionalmente reservado para advogados, mas ele decidiu falar diretamente aos judges sem representação profissional. Takahara explicou que precisou estudar a CLT, a Consolidação das Leis do Trabalho, de forma autônoma para compreender seus direitos e preparar sua defesa.
O pedreiro reconheceu que o desafio foi grande, pois precisou superar a barreira psicológica de apresentar-se sozinho em um ambiente jurídicos. Segundo ele, muitas pessoas disseram que ele não conseguiria se expressar adequadamente, mas mesmo assim encontrou coragem para ir ao tribunal e argumentar sua causa pessoalmente diante dos magistrados.




