
A presença portuguesa no certame, coordenada pela AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, envolve dezenas de empresas de vários setores, cerca de duas dezenas das quais estarão representadas com stands próprios. Para o Governo português, esta participação traduz a confiança do tecido empresarial nacional no potencial da economia moçambicana e nas oportunidades que o país oferece como destino de investimento e plataforma para o mercado regional.
Durante a visita, João Rui Ferreira deverá reforçar a mensagem de apoio à internacionalização das empresas portuguesas e à consolidação da presença empresarial nacional em Moçambique. A agenda inclui ainda contactos destinados a identificar novas oportunidades de negócio, investimento e cooperação.
“Moçambique é um parceiro estratégico para Portugal”, afirma o secretário de Estado da Economia, citado pelo Ministério da Economia e da Coesão Territorial. Segundo João Rui Ferreira, a relação entre os dois países tem vindo a assumir uma dimensão económica “dinâmica”, com margem para novos projetos de investimento, cooperação empresarial e crescimento conjunto.
Energia, infraestruturas e tecnologia entre as áreas prioritárias
A participação portuguesa na FACIM abrange setores considerados estratégicos para o desenvolvimento da economia moçambicana, entre os quais energia, infraestruturas, construção e engenharia, agroindústria, turismo, serviços financeiros, tecnologias digitais, saúde, logística e desenvolvimento de competências.
De acordo com o Ministério da Economia, o objetivo passa não apenas por dar maior visibilidade às empresas portuguesas já presentes no mercado, mas também por aproximar novos investidores e facilitar parcerias com empresas e entidades moçambicanas.
A presença institucional portuguesa assenta em quatro prioridades: reforçar a visibilidade das empresas nacionais, aprofundar parcerias e investimento produtivo, aumentar a participação portuguesa em projetos estruturantes da economia moçambicana e promover a chamada Marca Portugal através da inovação, conhecimento e capacidade tecnológica.
Fórum empresarial junta empresas e investidores
A missão inclui também o Fórum Empresarial Moçambique-Portugal 2026, que reunirá representantes dos dois governos, empresários, investidores, instituições financeiras e especialistas.
O encontro deverá centrar-se em alguns dos temas que mais diretamente condicionam o investimento no país, como a competitividade, o ambiente de negócios e a previsibilidade jurídica e fiscal. A implementação da Lei do Conteúdo Local e a participação de empresas portuguesas em projetos estruturantes em Moçambique estarão igualmente em discussão.
A iniciativa surge num momento em que os dois países procuram aprofundar a cooperação económica e criar condições para uma maior participação do setor privado nos projetos de desenvolvimento moçambicanos.
Durante a visita será ainda apresentado o Diretório da Câmara de Comércio Portugal-Moçambique 2026. O instrumento pretende facilitar a identificação de empresas, fornecedores, parceiros e oportunidades de investimento, dando também maior visibilidade às empresas portuguesas já instaladas no mercado moçambicano.
Para o Governo português, a presença na FACIM representa, assim, mais do que uma participação num dos principais eventos empresariais de Moçambique: é uma oportunidade para reforçar relações económicas, captar novos negócios e posicionar as empresas portuguesas num mercado com potencial de crescimento regional.




