SNS com 10,77 milhões de usuários inscritos, cobertura de médico de família é de 87%Foto de Italo Crespi no Pexels
Negócios

SNS com 10,77 milhões de usuários inscritos, cobertura de médico de família é de 87%

Eco29 de agosto de 2026 às 11:36

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) concluiu a classificação do Registro Nacional de Usuários (RNU), que conta com 10,77 milhões de inscritos, sendo que 98% dos inscritos nos cuidados de saúde primários reuniam condições para terem médicos de família. No entanto, a taxa de cobertura efetiva era de 87%, o que significa que 9.234.694 pacientes tinham médico de família atribuído, enquanto 1.364.561 aguardavam essa atribuição. A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), em parceria com os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), concretizou nas últimas semanas uma reforma estrutural prevista desde 2017 que permite dispor de informação mais detalhada sobre a população inscrita.

A região Norte apresenta a maior taxa de cobertura de médico de família, com 98%, seguindo-se o Centro com 95%, o Alentejo com 83%, o Algarve com 80% e Lisboa e Vale do Tejo com apenas 74%, num total de 1.009.185 inscritos sem médico de família. Os 169.844 inscritos nos cuidados de saúde primários que não têm direito a médico de família correspondem a cidadãos sem título de residente, pessoas que não se beneficiaram de cuidados do SNS nos últimos cinco anos ou quem tenha manifestado opção de não ter este serviço. A diferença entre os quase 20 milhões de registros e o número efetivo de pacientes deve-se a tratamentos pontuais a turistas ou visitantes.

A partir de 31 de agosto, passam a estar disponíveis dois novos indicadores no Portal da Transparência do SNS sobre o RNU, que serão atualizados mensalmente. As autoridades alertam que a atribuição de médico de família e a garantia de cobertura de medicamentos e exames pelo SNS requer que os dados obrigatórios estejam atualizados no RNU, pelo que os pacientes podem dirigir-se presencialmente a qualquer centro de saúde ou hospital para atualizar a sua


O Serviço Nacional de Saúde (SNS) concluiu a classificação do Registo Nacional de Utentes (RNU), com 10,77 milhões de inscritos, com uma taxa de cobertura de médico de família de 87%, foi hoje anunciado.

A 24 de agosto, encontravam-se inscritos nos cuidados de saúde primários 10.769.099 utentes, dos quais 10.599.255 reuniam as condições de elegibilidade para atribuição de médico de família“, refere a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) em comunicado divulgado este sábado, concluindo um trabalho de vários anos, que incluiu os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

De acordo com o ACSS, este mês, 98% dos inscritos nos cuidados de saúde primários reuniam condições para terem médicos de família, mas a taxa de cobertura era de 87% (9.234.694), enquanto 1.364.561 aguardavam atribuição.

A administração dos serviços concluiu nas últimas semanas “uma reforma estrutural prevista desde 2017 que permite dispor de informação mais detalhada sobre a população inscrita nos cuidados de saúde primários e sobre o universo de utentes que reúne as condições para atribuição de médico de família”, refere a instituição.

A partir de agora, “os 19,3 milhões de registos existentes no RNU passaram a estar organizados” em várias tipologias, “que permitem fazer a correspondência entre a situação real dos utentes e a informação que consta nos registos, de modo a adequar os recursos disponíveis no SNS de forma eficiente às necessidades da população”.

No final do mês, passam a estar disponíveis dois novos indicadores no Portal da Transparência do SNS sobre o RNU, que serão atualizados mensalmente, com respetivas infografias.

As autoridades salientam que “é importante recordar os cidadãos que a atribuição de médico de família e a garantia de comparticipação de medicamentos e exames pelo SNS requer sempre que se tenha os dados obrigatórios atualizados no RNU“.

Por isso, “se um utente verificar que o seu registo contém dados em falta, basta dirigir-se presencialmente a qualquer centro de saúde ou hospital do SNS e fornecer os elementos necessários à sua atualização”, que será imediata.

SNS pode superar um milhão de teleconsultas em 2026

Ler Mais

Os 169.844 inscritos nos cuidados de saúde primários que não têm direito a médico de família correspondem a cidadãos sem título de residente, quem não tenha beneficiado de cuidados disponibilizados pelo SNS nos últimos cinco anos ou quem tenha manifestado opção de não ter este serviço (9.641).

Já a diferença entre os quase 20 milhões de registos no sistema e o número efetivo de utentes está relacionada com tratamentos a turistas ou visitantes que tenham recorrido pontualmente ao SNS, mas não são beneficiários do sistema.

A contabilidade anterior neste novo modelo foi feita a 14 de julho e, em 40 dias, o sistema registou um aumento de 38.768 inscritos, com mais 104.453 utentes com médicos de família atribuídos (mais um ponto percentual).

Esta “variação resulta de movimentos simultâneos, entre os quais novas inscrições, atualizações dos registos, alterações da condição de residência, novos contactos com o SNS, aplicação do critério de não utilização durante cinco anos, opções manifestadas pelos utentes e atribuições de médico de família nas vagas disponíveis, bem como ao efeito do resultado do último concurso para médicos de família que permitiu ocupar 273 das 711 vagas disponíveis para Medicina Geral e Familiar”, refere a ACSS.

ULS Algarve nega espera nas urgências como diz SNS

Ler Mais

Numa análise territorial, a região Norte apresentava uma taxa de cobertura de 98%” no acesso a médico de família, seguindo-se o Centro (95%), Alentejo (83%), Algarve (80%) e Lisboa e Vale do Tejo (LVT) no pior lugar, com 74% de utentes com o serviço, um total de 1.009.185 inscritos.

Esta “leitura regional permite identificar os territórios com maiores necessidades e apoiar o planeamento da contratação e distribuição de médicos de Medicina Geral e Familiar“, referem.

Já os utentes sem contacto com o SNS há mais de cinco anos libertam vagas do sistema, salvaguardando-se os casos em que integrem agregados com utilizadores regulares.

No que respeita aos cidadãos portugueses residentes no estrangeiro, classificados como “registo atualizado não residente”, mantêm o direito de acesso e a cobertura financeira assegurada, “sem prejuízo da eventual faturação dos cuidados ao país de residência ao abrigo dos acordos internacionais em vigor, por exemplo, nos casos em que o utente tenha Cartão Europeu de Seguro de Doença”, refere a ACSS.

SNS recebe 200 milhões para regularizar dívidas

Ler Mais

A partir de 31 de agosto, no portal da transparência do SNS constarão dois novos conjuntos de indicadores, entre os quais os inscritos no RNU, com período de referência, tipologia de registo, região e ULS de inscrição, nacionalidade, grupo etário e região de inscrição nos cuidados de saúde primários.

O outro indicador serão os inscritos em cuidados de saúde primários e a respetiva elegibilidade para atribuição de médico de família, segundo a distribuição regional, etária e por nacionalidade.

“A publicação separada destes universos assegura maior transparência e rigor na leitura dos números, evitando que o total de registos do RNU seja confundido com o número de residentes em Portugal, com a população inscrita nos cuidados de saúde primários ou com o universo que aguarda médico de família”, refere a ACSS, alertando que a distinção de estrangeiros e nacionais tem fins estatísticos.

Por isso, “as diferenças observadas entre grupos não permitem, por si só, estabelecer relações de causalidade ou concluir pela existência de tratamento diferenciado no acesso aos cuidados de saúde”, refere o documento.

Notícias relacionadas

Negócios

A utopia tem um preço

O artigo analisa o relatório sobre a hipótese de ligação por ferry entre a Madeira e o continente português, questionando narrativas que durante anos dominaram o debate, como a existência de procura, a falta de operadores, a necessidade de vontade política e a possibilidade de a carga ajudar a financiar a operação. O texto sugere que a realidade é mais complexa do que as versões simplificadas apresentadas.

dnoticias.pt30/08/26, 02:00
Prazo para pagar o IRS e o IMI quase a chegar ao fim
Negócios

Prazo para pagar o IRS e o IMI quase a chegar ao fim

A Autoridade Tributária lembra que se aproxima o prazo para o pagamento do IRS e do IMI, permitindo o pagamento a prestações até cinco mil euros sem necessidade de garantia. A próxima cobrança está prevista para novembro, alertando os contribuintes para a importância de cumprir os prazos fiscais em vigor.

Correio da Manhã30/08/26, 01:30
Tribunal chumba perdão na dívida do Estrela de 19 milhões de euros
Negócios

Tribunal rejeita perdão de dívida do Estrela de 19 milhões de euros

O Tribunal de Loures rejeitou o plano de recuperação judicial da SAD do Estrela da Amadora, que envolvia um perdão de 19 milhões de euros em dívidas. O juiz considerou que existe uma disparidade significativa no tratamento dos créditos dos credores, o que viola o princípio da igualdade perante a lei. A decisão coloca em xeque o futuro financeiro do clube e pode levar à apresentação de um novo plano de recuperação.

Correio da Manhã30/08/26, 01:30
Negócios

Oliveira de Azeméis: Concurso dos centros de saúde ficou deserto

O concurso lançado pela Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, no valor superior a 2 milhões de euros, para a requalificação dos centros de saúde de Cucujães, Carregosa, Nogueira do Cravo, Loureiro e Cesar ficou deserto, tendo apenas a unidade de saúde de Oliveira de Azeméis registrado um interessado. As intervenções visavam melhorar a eficiência energética e as condições de conforto e segurança para pacientes e profissionais. Apesar do contratempo, a prefeitura reafirmou o compromisso com a saúde dos munícipes, prometendo continuar trabalhando para melhorar os cuidados de saúde prestados.

NotíciasdeAveiro.pt30/08/26, 00:19