Nas últimas três semanas, a aldeia palestina de Qusra, localizada nos arredores da cidade de Nablus na Cisjordânia ocupada, tem sido alvo de um intenso cerco. Com apenas cerca de 5.000 habitantes, a pequena comunidade foi arremessada ao centro das atenções internacionais devido às tensões crescentes com colonos israelenses e soldados.
O palestino-estadunidense Loui Ridi tornou-se uma das vozes principais desta crise. Segundo relatos feitos por Ridi a um jornal, um grupo de colonos entrou sem permissão em sua propriedade e ordenou que ele deixasse sua casa, alegando que a terra lhes pertencia. Este episódio é apenas parte de uma longa história de intimidação na região.
O cerco imposto pelas forças militares israelenses e pelos colonos radicais obrigou Ridi e toda a sua família a permanecerem no interior da residência. Os soldados restringiram os movimentos da família, proibindo Ridi de circular pelo seu próprio pátio, enquanto os colonos podem caminhar livremente pela propriedade.
O artigo descreve a situação como uma manifestação concreta da aliança entre o Exército israelense e os colonos radicais na Cisjordânia ocupada, uma dinâmica que, segundo a matéria, é tão rocambolesca quanto comum na região. O cerco à família Ridi ainda não viu o seu fim.




