Ataques a organizações de tecnologia passaram a chegar pela cadeia de fornecimento de serviços, segundo Cássio Campos, líder de cibersegurança. Na avaliação dele, esse movimento colocou a avaliação de terceiros no centro da estratégia de risco e passou a integrar também o cálculo comercial de compradores corporativos, seguradoras e investidores institucionais.
A análise vem de auditorias realizadas em empresas de tecnologia, serviços financeiros e setores regulados. O livro que a reúne, intitulado "O Paradoxo da Liderança de Tecnologia", será lançado em setembro de 2026 na sede da Rede Líderes, em São Paulo.
Campos relata que, nas auditorias, questionários de segurança que antes eram apresentados apenas na fase de fechamento de contrato passaram a ser exigidos no meio do ciclo de venda. Os contratos passaram a incluir cláusulas de auditoria, e os prazos de negociação se estenderam sem alteração no produto ofertado.
O especialista destaca que o conflito entre velocidade e segurança é real no sintoma e falso na origem, indicando que a mudança na abordagem de risco representa uma transformação estrutural nas relações comerciais do setor de tecnologia.




