De São Romão para o mundo: Alexandre Ferreira, o capitão da Seleção Portuguesa de Voleibol
Jornal Santa Marinha28 de agosto de 2026 às 22:06
Alexandre Ferreira, capitão da Seleção Portuguesa de Voleibol, nasceu na França mas mudou-se aos três anos para São Romão, no município de Seia, onde deu os primeiros passos na modalidade através do projeto Gira-Volei na Escola Evaristo Nogueira, sob a orientação dos professores Luís Pinto e Davide Oliveira. Com 2 metros de altura, o atleta representou o Sena Clube entre 2006 e 2008, seguindo depois para o projeto de formação da Federação Portuguesa de Voleibol, onde pelo CDRJ Anreade se sagrou campeão nacional da III Divisão. A sua ascensão ao voleibol principal ocorreu em 2010 com a camisa do Esmoriz GC, estreando-se na I Divisão, e na temporada seguinte transferiu-se para o SC Espinho, conquistando o seu primeiro título de Campeão Nacional.
O talento de Alexandre Ferreira na posição de ponta despertou rapidamente interesse internacional. A sua primeira aventura fora de Portugal levou-o à liga italiana, pelo BCC-NEP Castellana Grotte, onde dividiu o vestiário com o seu irmão Marco Ferreira, também internacional português. A afirmação definitiva no voleibol europeu aconteceu ao assinar pelo Diatec Trentino, clube tetracampeão mundial, onde conquistou a Supercopa Italiana e a medalha de bronze no Campeonato Mundial de Clubes. Na Turkiye, pelo Ziraat Bankasi, voltou a conquistar bronze no campeonato e foi reconhecido como o melhor jogador na sua posição.
O percurso internacional do ponta 4 português incluiu ainda passagens pelo Calzedonia Verona na Itália, pelos sul-coreanos do Gumi KB Stars Insurance Greaters, bem como experiências na Polônia, no Barein e no Japão. Atualmente, Alexandre Ferreira defende as cores do SL Benfica, onde continua a conquistar títulos no cenário nacional, exercendo simultaneamente o papel de capitão da Seleção Nacional A masculina.
A equipe das quinas se prepara para entrar em quadra em Sofia, na Bulgária, a partir do dia 11 de setembro, num compromisso decisivo para o Campeonato Europeu 2026. Apesar dos ginásios lotados e das viagens pelo mundo, o capitão mantém a ligação às suas raízes em São Romão, regressando à terra natal sempre que o calendário o permite para "recarregar as energias" junto da família e dos amigos, elevando continuamente o nome do município de Seia e do voleibol português ao mais alto nível.
Alexandre Ferreira é hoje uma das maiores referências do voleibol nacional, mas o seu percurso começou bem longe dos grandes palcos internacionais. Nasceu em França, mas aos três anos veio para São Romão, concelho de Seia. Foi na Escola Evaristo Nogueira que deu os primeiros passos na modalidade através do projeto Gira-Volei. Sob a orientação de figuras marcantes no seu percurso inicial, como os professores Luís Pinto e Davide Oliveira, o atleta, com 2 metros de altura, começou a desenhar um destino que o levaria ao topo do desporto mundial.
Entre 2006 e 2008, representou o Sena Clube, rumando depois ao projeto de formação da Federação Portuguesa de Voleibol (FPV). Ao serviço do CDRJ Anreade — equipa que reunia os melhores talentos das seleções nacionais de cadetes e juniores —, sagrou-se campeão nacional da III Divisão.
A ascensão ao patamar principal do voleibol português deu-se em 2010 com a camisola do Esmoriz GC, estreando-se na I Divisão. Na época seguinte, deu o salto para o SC Espinho, onde conquistou o seu primeiro título de Campeão Nacional.
A conquista da europa e do mundo
O talento de Alexandre Ferreira na posição de ponta (Zona 4) rapidamente despertou o interesse internacional. A primeira aventura além-fronteiras teve como destino a competitiva liga italiana, ao serviço do BCC-NEP Castellana Grotte, onde partilhou o balneário com o seu irmão, Marco Ferreira, também ele internacional português.
A afirmação definitiva no voleibol europeu chegou ao assinar pelo gigante Diatec Trentino, clube italiano tetracampeão mundial. Em Trento, o zona 4 português conquistou a Supercopa Italiana e arrecadou a medalha de bronze no Campeonato do Mundo de Clubes.
Seguiu-se uma passagem de sucesso pela Turquia ao serviço do Ziraat Bankasi, onde conquistou nova medalha de bronze no campeonato e foi eleito o melhor jogador da liga na sua posição. O percurso internacional contou ainda com um regresso a Itália para representar o Calzedonia Verona e uma experiência na Ásia, ao serviço dos sul-coreanos do Gumi KB Stars Insurance Greaters, na Polónia, Barém e Japão.
O regresso às origens e os novos desafios
Atualmente a defender as cores do SL Benfica, onde continua a somar títulos no panorama nacional, Alexandre Ferreira assume o papel de capitão da Seleção Nacional A masculina. A equipa das quinas prepara-se para entrar em campo em Sofia, na Bulgária, a partir do próximo dia 11 de setembro, num decisivo compromisso para o Campeonato da Europa 2026.
Apesar dos pavilhões cheios e das viagens pelo mundo, o capitão nacional não esquece as suas raízes em São Romão. Em entrevista ao Jornal de Santa Marinha, Alexandre Ferreira revelou que é no concelho de Seia que encontra o refúgio ideal para desligar do ritmo exigente da alta competição. Sempre que o calendário o permite, o regresso à terra natal serve para “retemperar as energias” junto da família e dos amigos, mantendo intacta a ligação às origens onde tudo começou.
Com o olhar posto na Bulgária e o orgulho de carregar a braçadeira de capitão de Portugal, o atleta continua a erguer o nome do concelho de Seia e do voleibol português ao mais alto nível.
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