Inadimplência é sinal de alerta para dificuldades de empresas e consumidores, avalia CNCFoto de Selene Madera no Pexels
NegóciosCoimbra

Inadimplência é sinal de alerta para dificuldades de empresas e consumidores, avalia CNC

oglobo28 de agosto de 2026 às 21:06

A inadimplência empresarial no Brasil atingiu um novo recorde, com 9,1 milhões de empresas negativadas segundo dados da Serasa Experian, o que representa mais um sinal de alerta para as dificuldades enfrentadas por empresas e famílias, conforme avaliação da CNC. Dados do Banco Central indicam que a inadimplência entre as empresas alcançou, em junho, o maior patamar para o mês em nove anos.

A maior parte dos CNPJs negativados pertence a micro e pequenas empresas, que são justamente as que possuem menor margem para suportar um ambiente econômico adverso. Esse cenário coloca essas empresas em situação ainda mais vulnerável diante das dificuldades econômicas.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela CNC, tem registrado níveis elevados de endividamento e inadimplência entre os consumidores ao longo deste ano. Em julho, 82% das famílias estavam endividadas, o que reduz significativamente o espaço no orçamento doméstico para的消费 além das necessidades básicas.

Segundo a CNC, o cenário representa um alerta direto para os empresário, indicando menor demanda e maior dificuldade no acesso ao crédito.

Notícias relacionadas

Negócios

Conta de luz: bandeira tarifária permanece amarela em setembro, decide Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu manter a bandeira tarifária amarela para setembro, o que significa que os consumidores de energia elétrica terão um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. A bandeira amarela está em vigor desde maio, refletindo condições menos favoráveis de geração de energia no país devido ao período seco, que reduz os níveis dos reservatórios das hidrelétricas e exige o acionamento de usinas termelétricas, mais custosas. O sistema de bandeiras tarifárias, adotado em 2015, funciona como ferramenta de transparência para que os consumidores acompanhem mensalmente as condições de geração de energia.

oglobo28/08/26, 22:57
Negócios

Habib's: juros altos não são a única causa da recuperação judicial

Os pedidos de recuperação judicial dispararam em 2026 no Brasil, incluindo grandes nomes como Casas Bahia, Marabraz, Braskem, GPA e Havanna. Segundo especialistas, os juros altos não são a única causa, mas sim a combinação de múltiplos fatores: crédito restrito, alto endividamento, custos elevados, mudanças nos hábitos de consumo e modelos de negócios defasados. A advogada Camila Nicolau Juliano destaca que, dentro dos processos de recuperação, existem empresas viáveis sufocadas pelos juros, negócios com modelos ultrapassados e empresas que contraíram dívidas em períodos de crédito barato e agora não conseguem honrar seus compromissos.

oglobo28/08/26, 22:46
Negócios

Pagamento internacional cresce com infraestrutura para PMEs

A crescente demanda por eficiência nos pagamentos internacionais está impulsionando o desenvolvimento de infraestrutura financeira para pequenas e médias empresas (PMEs). Plataformas digitais estão adotando tecnologias de gestão de riscos e inteligência artificial para facilitar operações transfronteiriças. A XTransfer, plataforma B2B fundada em 2017, atingiu a marca de 1 milhão de clientes e processou US$ 60 bilhões em volume total de pagamentos em 2025, operando em mais de 200 mercados com mais de 170 parceiros financeiros globais.

oglobo28/08/26, 22:38
Negócios

⛽ Governo reduz desconto no ISP sobre diesel e gasolina

O governo português reduziu o desconto extraordinário no Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP) aplicado aos combustíveis rodoviários, o que resultará em quedas de preços menos acentuadas na próxima semana. O desconto no diesel diminui de 81,61 para 71,63 euros por cada 1.000 litros, enquanto na gasolina baixa de 53,98 para 51,62 euros por cada 1.000 litros. Esta decisão surge num momento em que o Executivo antecipa quedas nos preços de ambos os combustíveis, ajustando semanalmente o mecanismo de apoio aos consumidores implementado devido à guerra no Oriente Médio, que mantém os combustíveis acima do limite de dez centavos definido em relação aos preços de março. O barril de Brent encerrou nesta sexta-feira em baixa de 0,43%, para 89,31 dólares.

Eco28/08/26, 22:27