Os países que rodeiam o Mar Báltico vão criar uma força conjunta para a defesa contra drones, com o objetivo de responder mais rapidamente à crescente ameaça de ataques híbridos e incursões no espaço aéreo da região. A iniciativa, apresentada pela Alemanha, pretende facilitar a troca rápida de informação entre os países e permitir uma resposta coordenada perante novas ameaças.
O Mar Báltico é rodeado por oito países da NATO e pela Rússia, tendo registado desde a invasão em larga escala da Ucrânia em 2022 vários incidentes de possível sabotagem envolvendo cabos submarinos e infraestruturas críticas, incluindo gasodutos. O ministro do Interior alemão, Alexander Dobrindt, alertou que potências estrangeiras tentam diariamente atacar a democracia, a segurança e a força económica da União Europeia, e que estes ataques podem assumir uma nova dimensão nos próximos meses.
A Alemanha reuniu com os seus homólogos da Dinamarca, Estónia, Finlândia, Letónia, Lituânia, Polónia, Suécia, Noruega e Irlanda para debater a atual perceção de ameaça na região. Berlim está particularmente em alerta após ter sido encontrado no início de agosto um drone com explosivos no aeroporto de Leipzig/Halle, um dos maiores centros europeus de carga aérea e base logística importante para transportes militares da NATO para a Ucrânia.
As autoridades alemãs não acusaram publicamente nenhum país pelo incidente, embora alguns deputados tenham apontado o dedo à Rússia. Moscovo rejeitou as acusações e classificou o caso como uma provocação fabricada. A criação da força conjunta surge como uma tentativa de reforçar a capacidade dos países do Báltico para detetar, partilhar informação e reagir rapidamente a potenciais ataques com drones e outras formas de guerra híbrida.

Os países que rodeiam o Mar Báltico vão criar uma força conjunta para a defesa contra drones, numa tentativa de responder mais rapidamente à crescente ameaça de ataques híbridos e incursões no espaço aéreo da região. A iniciativa pretende facilitar a troca rápida de informação entre os países e permitir uma resposta coordenada perante novas ameaças.
O Mar Báltico é rodeado por oito países da NATO e pela Rússia e tem registado, desde a invasão em larga escala da Ucrânia em 2022, vários incidentes de possível sabotagem envolvendo cabos submarinos e infraestruturas críticas, incluindo gasodutos.
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“Potências estrangeiras tentam diariamente atacar e minar a democracia, a segurança e a força económica dentro da União Europeia”, destacou o ministro do Interior alemão em comunicado, citado pela Reuters. Alexander Dobrindt avisou ainda que estes ataques podem “assumir uma nova dimensão nos próximos meses” e que a ameaça híbrida é “omnipresente”.
O ministro da Alemanha reuniu com os seus homólogos da Dinamarca, Estónia, Finlândia, Letónia, Lituânia, Polónia, Suécia, Noruega e Irlanda para debater a atual perceção de ameaça no Mar Báltico e arredores.
A Alemanha está particularmente em alerta para a ameaça dos drones depois de, no início deste mês, ter sido encontrado no aeroporto de Leipzig/Halle um drone que transportava explosivos e, também em agosto, a descoberta de um novo drone.
O aeroporto de Leipzig é um dos maiores centros europeus de carga aérea e uma importante base logística para operações da NATO com transportes militares para a Ucrânia, aumentando a relevância do incidente para além da segurança civil e do funcionamento do aeroporto.
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As autoridades alemãs não acusaram publicamente nenhum país pelo incidente. Alguns deputados apontaram, contudo, o dedo à Rússia, que rejeitou as acusações e classificou o caso como uma “provocação fabricada”.
A criação da força conjunta, apresentada por Berlim, surge assim como uma tentativa de reforçar a capacidade dos países do Báltico para detetar, partilhar informação e reagir rapidamente a potenciais ataques com drones e outras formas de guerra híbrida.