Portugal entrega a Bruxelas Plano Nacional de Restauração da Natureza com 386 medidasFoto de Diogo Digital Art no Pexels
PolíticaAçores

Portugal entrega a Bruxelas Plano Nacional de Restauração da Natureza com 386 medidas

Wilder28 de agosto de 2026 às 18:16

O governo português entregou à Comissão Europeia, no dia 28 de agosto, o projeto de Plano Nacional de Restauração da Natureza, que estabelece 386 medidas para restaurar pelo menos 20% das áreas terrestres e marinhas do país até 2030. O documento foi elaborado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, em coordenação com as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, e contou com a participação de uma Comissão de Acompanhamento e de uma Rede de Conhecimento com mais de 200 pesquisadores. A consulta pública, realizada entre 9 de julho e 19 de agosto, recebeu 184 participações que permitiram reforçar a qualidade técnica, científica e operacional do plano.

A ministra do Meio Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, enviou uma carta à comissária europeia Jessika Roswall na qual reafirmou o compromisso de Portugal com os objetivos europeus de restauração da natureza. A governante salientou que o plano deve ser "um verdadeiro movimento nacional" capaz de mobilizar o Estado, as regiões autônomas, os municípios, a comunidade científica, os setores econômicos e a sociedade civil. A Comissão Europeia dispõe agora de seis meses para avaliar o documento, seguindo-se um período adicional de seis meses para a versão definitiva, em um processo que decorrerá até agosto de 2027.

Entre as medidas previstas, o plano abrange ecossistemas terrestres, costeiros, de água doce, marinhos, urbanos, rios, planícies aluviais, polinizadores e ecossistemas agrícolas e florestais. Já estão em curso projetos-piloto de restauração em territórios afetados por catástrofes, como a Serra da Estrela, o Parque Nacional da Peneda-Gerês, o Vale do Guadiana, o Alentejo Litoral e a Mata da Margaraça. Portugal juntou-se assim

O Governo entregou hoje, 28 de agosto, à Comissão Europeia as medidas que vai usar para restaurar, pelo menos, 20% das áreas terrestres e marinhas até 2030. A ministra do Ambiente pede que este plano seja “um verdadeiro movimento nacional”.

O projeto de Plano Nacional de Restauro da Natureza (PNRN) enviado hoje a Bruxelas já inclui as contribuições da consulta pública que aconteceu entre 9 de julho e 19 de agosto. “Os contributos permitiram introduzir alterações e reforçar a qualidade técnica, científica e operacional do documento”, informa hoje, em comunicado, o gabinete de imprensa do Ministério do Ambiente e da Energia.

No total, a consulta recebeu 184 participações.

O documento resulta de um trabalho coordenado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), e envolveu as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, uma Comissão de Acompanhamento e a Rede de Conhecimento para o Restauro da Natureza, constituída por mais de 200 investigadores em todo o país.

Ao todo são apresentadas 386 medidas, que abrangem ecossistemas terrestres, costeiros e de água doce, marinhos, urbanos, rios e planícies aluvionares, polinizadores, ecossistemas agrícolas e florestais, além de medidas transversais de governação.

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, enviou também esta manhã uma carta à Comissária Europeia do Ambiente, Resiliência Hídrica e Economia Circular Competitiva, Jessika Roswall, na qual reafirmou o compromisso de Portugal com a concretização dos objetivos europeus de restauro da natureza.

“Portugal cumpre, e cumpre antes do prazo. Mas esta entrega não representa o fim de um processo. Representa o início de uma nova etapa para colocar o restauro da natureza no terreno”, disse a ministra.

E vai mais longe ao afirmar: “Queremos que este Plano seja mais do que um documento: queremos que seja um verdadeiro movimento nacional, capaz de mobilizar o Estado, as Regiões Autónomas, os municípios, a comunidade científica, os setores económicos e a sociedade civil”.

A ministra lembrou que “restaurar a natureza é proteger a biodiversidade, mas é também tornar os nossos territórios mais resilientes, gerar riqueza e melhorar a qualidade de vida das populações”.

A Comissão Europeia dispõe agora de seis meses para avaliar o projeto e apresentar observações. Portugal terá depois um período adicional de seis meses para finalizar, publicar e apresentar a versão definitiva do Plano. Esta segunda fase decorrerá, assim, entre setembro de 2026 e agosto de 2027.

Entre as iniciativas já em curso que contribuirão para a execução do Plano contam-se, por exemplo, novos projetos-piloto de restauro da natureza em territórios particularmente afetados por catástrofes, como a Serra da Estrela, o Parque Nacional da Peneda-Gerês, o Vale do Guadiana, o Alentejo Litoral e a Mata da Margaraça.

Na carta enviada à Comissária Jessika Roswall, a ministra Maria da Graça Carvalho defendeu que o restauro da natureza disponha de uma dotação adequada no próximo Quadro Financeiro Plurianual 2028-2034 e reitera o apoio de Portugal à criação de um Fundo Europeu para o Restauro da Natureza, que permita responder à dimensão do desafio e mobilizar os recursos necessários à execução dos planos nacionais.

O Governo pretende ainda trabalhar na diversificação das fontes de financiamento, incluindo instrumentos complementares como um futuro mercado de créditos de natureza e a mobilização de capital privado.

Segundo a Comissão Europeia, até ao momento, somente dois Estados-Membros da União Europeia submeteram o seu projeto de Plano Nacional de Restauro da Natureza; pelo que Portugal junta-se assim a este primeiro grupo.

O conteúdo Portugal entrega a Bruxelas Plano Nacional de Restauro da Natureza com 386 medidas também está disponível em Wilder.

Notícias relacionadas

Política

Quase duas mil pessoas desaparecidas após enxurrada no Nepal

Quase duas mil pessoas estão desaparecidas após inundações no Nepal, com as operações de busca continuando sob a ameaça de novas cheias, enquanto as autoridades nepalesas continuam recusando a oferta de ajuda de equipes internacionais de resgate.

TVI Notícias28/08/26, 21:37
Política

"Nos dois orçamentos que este Governo apresentou não houve aumento de impostos. Também não haverá desta vez"

O ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, afirmou no Jornal Nacional da TVI que o Governo não aumentou impostos nos dois orçamentos apresentados e que também não o fará desta vez. O governante falou ainda sobre a execução do Plano de Recuperação e Resiliência e esclareceu o destino das obras que tiveram de sair da alçada do projeto.

TVI Notícias28/08/26, 21:36
Política

Dois bilhões em obras que saíram do PRR serão pagos com o Orçamento do Estado, mas ministro da Economia garante que não haverá aumento de impostos

Cerca de dois bilhões de euros em projetos que foram excluídos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) serão financiados pelo Orçamento do Estado português. Entre os projetos transferidos estão os hospitais de Todos os Santos e do Algarve, bem como a expansão da Linha Vermelha do Metrô de Lisboa. O ministro da Economia assegurou que esta reprogramação não implicará qualquer aumento de impostos, procurando assim tranquilizar os contribuintes diante do peso adicional nas contas públicas.

CNN Portugal28/08/26, 21:33
Política

Chega ameaça governo com moção de censura: "O primeiro ministro está sempre a pensar em eleições"

O partido Chega ameaça o governo com uma moção de censura, acusando o primeiro ministro de estar mais focado em questões eleitorais do que em governar. O painel de discussão abordou também as negociações para o Orçamento do Estado e a reforma da Segurança Social, evidenciando as tensões políticas em torno dessas matérias.

Now28/08/26, 21:29